7 hours ago
Recent Posts
31.5.11
24.5.11
Alucinação
Posted by
Harry_Madox
'Kaboom' é uma espécie de mistura entre 'Shortbus' (há bastante sexo, homo e heterossexual), 'Donnie Darko' (profecias de fim de mundo, visões) e 'Scream' (adolescentes, mascarados), embrulhada num argumento inverosímil sobre seitas e o holocausto nuclear, com piscadelas de olho várias (há uma Lorelei, mas também umas misteriosas gémeas Rebecca e Madeleine...Novak), e em que a fronteira entre sonho e realidade está sempre esbatida (o tradutor português resolveu mesmo chamar ao filme 'Alucinação'!) .
'Kaboom' ora é terno, ora é angustiante, ora é intrigante, ora é desconexo, mas Gregg Araki (realizador do muito bom Mysterious Skin) nunca o deixa descambar e mantém sempre um reconfortante ar de 'ovni indie', para o que também contribuem a bela banda sonora (que inclui o habitual colaborador Robin 'Cocteau Twins' Guthrie) e a simpática duração de 86 minutos.
Kaboom, França, 2010. Realização: Gregg Araki. Com: Thomas Dekker, Haley Bennett, Chris Zylka, Roxane Mesquida, Juno Temple, Andy Fischer-Price, Kelly Lynch
22.5.11
20.5.11
Romance arriscado
Posted by
Harry_Madox
É possível gostar (muito) de um filme meramente por razões pessoais? É. E mais não digo, que este não é um blog diarístico.
[1,99€ com o Público de hoje]
18.5.11
Provocador? Não, apenas imbecil...
Posted by
Harry_Madox
16.5.11
Pina
Posted by
Harry_Madox
Wim Wenders assume nesta entrevista ao ipsilon que queria fazer mais do que um"registo filmado" das peças de Pina Bausch, mas não sabia como. Até que achou que a solução estava nas novas tecnologias 3D e foi para a fente, apesar de Pina ter falecido em 2009.
Filmou então (quer em palco, quer em ruas ou jardins) 4 peças escolhidas pela coreógrafa, "Café Müller" (1978), "Vollmond" (2006), "Kontakthof" (1978) e "Le Sacre du Printemps" (1975) e acrescentou pouco mais: "aguns dos bailarinos dizem coisas e partilham algumas memórias, mas", segundo Wenders, "podemos ver o filme sem elas": "Não trazem explicação, apenas textura".
Conseguiu Wenders mais do que o tal "registo filmado" das peças? Eu acho que nem por isso. Mas acho que vale a pena ver o filme na mesma. Na impossibilidade de assistir ao vivo a uma peça do Tanztheater, isto é o mais perto possível que podemos estar dessa experiência, e há momentos de grande intensidade - e, acrescente-se, é um dos raros filmes em que o 3D é efectivamente uma mais valia. Não me parece que seja um grande filme (compare-se com o filme de Wiseman sobre o Ballet de l'Ópera de Paris e veja-se como se pode ir mais longe), mas é uma maneira honesta e delicada para descobrir ou rever o trabalho de Pina Bausch.
Pina, Alemanha/França/Grã-Bretanha, 2011. Realização: Wim Wenders. Documentário.
9.5.11
A Cidade dos mortos
Posted by
Harry_Madox
A ‘Cidade dos mortos’ é o conjunto de cemitérios do Cairo, que ocupam qualquer coisa como um quarto desta gigantesca metrópole. Mas o que verdadeiramente os distingue é que são também cidades dos vivos: aí vivem milhares e milhares de pessoas. Quer nos próprios túmulos (os túmulos muçulmanos têm geralmente uma sala para os familiares irem orar, e as pessoas foram-nas ocupando ou alugando para viver…), quer no que se foi construindo à volta deles. E as pessoas fazem lá a sua vida: convivendo com os funerais há mercados, há casamentos (um deles ocupa exclusivamente a curta 'Waiting for Paradise' que se segue ao filme), há rapazes a enviar piropos às raparigas, há crianças a jogar futebol, etc., etc., etc.
O maior mérito de Sérgio Trefaut está precisamente na ideia que originou o filme: dar-nos a conhecer este mundo insólito e certamente desconhecido para a maioria dos espectadores ocidentais. Quanto à sua concretização a mim pareceu-me sempre que lhe faltava qualquer coisa. Trefaut é um bom realizador e não nos dá uma reportagem televisiva, mas também não consegue escapar completamente ao estereótipo deste tipo de documentários, mesmo tendo o engenho de entregar a voz off a um coveiro local em vez de ter o habitual narrador ‘neutro’. Faltou-lhe um pouco de imaginação na montagem, talvez.
Seja como for, vale a pena ver, nem que seja para verificarmos, uma vez mais - mas sempre com algum espanto - que o ser humano se adapta rigorosamente a tudo.
(PS.: No genérico final, aquando da indicação dos financiamentos, listados por países, surge depois de Portugal (RTP, etc) e da Espanha (Junta da Andaluzia, salvo erro)… a Finlândia, o que provou uma gargalhada bem disposta de parte da sala!)
A Cidade dos mortos+Waiting for Paradise, Portugal/Espanha/Egipto, 2009. Realização: Sérgio Trefaut. Documentário.
4.5.11
Bola preta para a CdM
Posted by
Harry_Madox
Estava curioso em saber como seria a "projecção de dois filmes [Wild Blue Yonder" e "The White Diamond"], acompanhados ao vivo por um ensemble que une sonoridades do mundo". Filmes mudos com banda sonora ao vivo é normal (embora geralmente estas sejam totalmente desadequadas, mas isso é outra história), agora filmes sonoros...
Mas dado que se tratava de dois filmes de Herzog, ainda por cima (pelo que pude averiguar) de dois dos seus filmes 'insólitos', achei que a coisa não seria impossível. Longas sequências de 'Fata Morgana' , por exemplo, são acompanhadas por canções (de Leonard Cohen, entre outros) completas ou quase, e totalmente descontextualizadas.
Mas o que se passou na Casa da Música foi isto: um (muito bom) concerto de Ernst Reijseger, Mola Sylla e o grupo vocal da Sardenha Cuncordu e Tenore de Orosei acompanhado por meia dúzia de sequências (se tanto), aqui e ali, dos ditos filmes. Ou seja, rigorosamente nada do que estava anunciado. Quem foi pelos filmes, foi completamente em vão. Acho incrível a Casa da Música promover de forma tão desplicente e enganadora um espectáculo.












