Como é habitual, pedi aos colaboradores (em sabática) aqui do tasco para me enviarem os tops do ano decorrido. A seguir indico a do homem conhecido por Allen Douglas, que obviamente incluiu um filme do Woody Allen:
1. Pequenas mentiras entre amigos
2. A pele onde eu vivo
3. Vais conhecer o homem dos teus sonhos
4. Amor Estúpido e Louco
5. A minha versão do amor
6. Um dia
7. Super 8
8. Temos Papa
9. Somewhere
10. A Árvore da Vida
[Allen Douglas]
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5.1.12
4.1.12
Top 10 - 2011 [II]
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Como é habitual, pedi aos colaboradores (em sabática) aqui do tasco para me enviarem os tops do ano decorrido. Começamos com o do Puto:
1 - Um Ano Mais (Another Year), de Mike Leigh
2 - Melancolia (Melancholia), de Lars von Trier
3 - Poesia (Shi), de Chang-Dong Lee
4 - 50/50 (50/50), de Jonathan Levine
5 - Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris), de Woody Allen
6 - Cisne Negro (Black Swan), de Darren Aronofsky
7 - O Deus da Carnificina (Carnage), de Roman Polanski
8 - Eu Vi o Diabo (Akmareul Boatda), de Ji-Woon Kim
9 - O Preço da Traição (Chloe), de Atom Egoyan
10 - Um Método Perigoso (A Dangerous Method), de David Cronenberg
[O Puto]
2.1.12
TOP 10 - 2011
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1. Cisne negro, Darren Aronofsky
2. Um ano mais, Mike Leigh
3. Inquietos, Gus Van Sant
4. Drive, Nicolas Winding Refn
5. Um método perigoso, David Cronemberg
6. Hereafter - Outra vida, Clint Eastwood
7. Essential Killing - Matar para viver, Jerzy Skolimowski
8. Crazy Horse, Frederick Wiseman
9. Habemus Papam, Nanni Moretti
10. Offside - Fora de jogo, Jafar Panahi
14.12.11
Estado das coisas
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Vejo nas labels aqui do lado esquerdo (e também é para isso que serve este blog, para me servir um pouco de memória) que em 2007 assisti a 89 estreias em sala e no ano seguinte a 85. Este ano, até à data, não passei dos 33 filmes. Por razões várias, a menor das quais não será o meu progressivo desinteresse pelo que vai estreando, cada vez menos me desloco às salas de cinema (na quantidade de filmes que vejo em casa a decadência é menos acentuada, mas já dou por mim a rever muita coisa).
Conclusão: como é habitual desde que abri o blog (ver sidebar novamente s.f.f.), estava a tentar fazer o meu top 10 anual e, pura e simplesmente, não consigo. Não vi 10 filmes que considere dignos de constar num top destes. Nem 5. Para agravar a coisa confirmo que nem vi a maioria dos que certamente constarão das listas dos críticos especializados (como nesta de Luis Miguel Oliveira).
De modo que ou me ponho a ver potenciais candidatos de empreitada (a maioria necessariamente num écran de TV, o que não é a mesma coisa), para o que não tenho lá muita paciência (mas pelo menos o Hellman tenho que ver; e o Van Sant, se sair de Lisboa e estrear pelo menos no Porto) ou este ano lá se vai o top. Mas enfim, tentando que a tradição ainda seja o que era, vamos ver se pelo menos um top 5 eu consigo cozinhar, até porque me cheira que os poucos filmes de que gostei muito não vão aparecer em muitos tops por aí.
23.11.11
Billy Wilder - Top 10
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Numa célebre cena de 'Manhattan', a personagem interpretada por Woody Allen, quando pensa no suicídio, elenca uma série de razões pelas quais vale a pena andar aqui. Uma delas é 'Grouxo Marx'.
Eu, se fizesse uma lista semelhante, poria no topo 'Billy Wilder'. Aqui vai o meu top ten dos seus filmes.
1. O Apartamento (The Apartment, 1960)
Talvez a mais amarga das genialmente cáusticas comédias de Billy Wilder. Realçar o fabuloso par Jack Lemmon/Shirley MacLaine.
2. Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950)
O filme definitivo sobre Hollywood. Provavelmente o filme mais icónico e famoso do mestre, e certamente um dos filmes maiores da história do cinema. Mas eu tinha que pôr uma comédia em primeiro lugar!
3. Beija-me, Idiota (Kiss me Stupid, 1964)
Talvez a mais cáustica das genialmente cáusticas comédias de Billy Wilder. "Este obsceníssimo filme
de Billy Wilder" foi como Jorge Silva Melo se lhe referiu em artigo no Público.
de Billy Wilder" foi como Jorge Silva Melo se lhe referiu em artigo no Público.
4. Pagos a dobrar (Double Indemnity, 1944)
A única incursão de Wilder pelo film noir (adaptação de James M.Cain por Wilder e Raymond Chandler), é para muito boa gente o melhor exemplar do género. Enough said.
5. Quanto mais quente melhor (Some Like it Hot, 1959)
Provavelmente o filme de maior exito de Marylin Monroe, cortesia de Mr.Wilder. Está permanentemente no topo da minha lista de 'feel good movies'.
6. O inferno na terra (Stalag 17, 1953)
O judeu germânico Wilder filma um campo de prisioneiros nazi (cujo comandante é interpretado por Otto Preminger) e dá-nos um retrato mais do que corrosivo e cruel da humanidade. A começar pelos prisioneiros americanos...
7. Cinco covas para o Egipto (Five Graves to Cairo, 1943).
Ao terceiro filme (segundo americano) Wilder mostra que até a fazer filmes de propaganda é grande. Erich Von Stroheim, sete anos antes do seu famoso papel em Sunset Boulevard, interpreta, nem mais nem menos que o Marchal Rommel . Um personal favourite.
8. Irma La Douce (1963)
De novo o par Shirley MacLaine /Jack Lemmon. 'Reparem na imensa lógica que faz começar este filme na rua das putas e acabar numa igreja', advertiu-nos João Bénard da Costa.
9. Os amigos da onça (Buddy Buddy, 1981)
9. Os amigos da onça (Buddy Buddy, 1981)
A despedida do mestre, em 1981, com 75 anos, será também a última reunião da grande dupla de buddies, Jack Lemmon e Walter Mathau.
10. Amor à italiana (Avanti!, 1972)
"Happiness is working with Jack Lemmon", disse um dia Wilder. E vê-lo em acção. Again and again.
3.1.11
15.12.10
Top 10 - 2010
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1.
A dança – Le Ballet de l`Opéra de Paris, Frederick Wiseman
2.
Cópia certificada, Abbas Kiarostami
3.
Polícia sem lei, Werner Herzog
4.
O escritor fantasma, Roman Polanski
5.
As ervas daninhas, Alain Resnais
6.
Eu sou o amor, Luca Guadagnino
7.
Meu filho, olha o que fizeste!, Werner Herzog
8.
Presente de morte, Richard Kelly
9.
Shirin, Abbas Kiarostami
10.
Shutter Island, Martin Scorsese
22.11.10
Scarlett Johansson - Top 10
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Os leitores mais atentos já terão reparado que a única actriz (ou actor, já agora) que tem direito a uma 'label' própria aqui no tasco é a menina Escarleta. Pois a menina faz hoje 26 aninhos, boa ocasião para fazer aqui um top 10 dos meus filmes preferidos em que ela estrela, como dizem os brasileiros.
Os 4 primeiros são obras-primas, os 4 a seguir são muito bons, e os 2 últimos não envergonham ninguém. Nada mau.
1.
Lost in Translation, Sofia Coppola (2003)
2.
Match Point, Woody Allen (2005)
3.
Vicky Cristina Barcelona, Woody Allen (2008)
4.
Ghost World, Terry Zwigoff (2001)
5.
O Barbeiro, Irmãos Coen (2001)
6.
A Dália Negra, Brian De Palma (2006)
7.
Scoop, Woody Allen (2006)
8.
Uma boa companhia, Paul Weitz (2004)
9.
Rapariga com brinco de pérola, Peter Webber (2003)
10.
Uma canção de amor, Shainee Gabel (2004)
28.10.10
Top 10 - François Ozon
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Os últimos filmes de François Ozon têm-me desiludido, mas continuo a incluí-lo naquele grupo de cineastas que vale a pena seguir. Tem dois filmes excelentes ('Sob a areia', quanto a mim a sua obra-prima, e '5x2') e mais um punhado deles que vale bem a pena ver, incluindo várias curtas-metragens.
Aqui vai o meu top 10:
1. Sob a areia (2000)
2. 5x2 (2004)
3. Swimming Pool (2003)
4. La petite mort (c.m.,1995)
5. Une robe d'été (c.m.,1996)
6. Un lever de rideau (c.m.,2006)
7. Gouttes d'eau sur pierres brûlantes (2000)
8. O tempo que resta (2005)
9. Sitcom (1998)
10. 8 Mulheres (2002)
6.10.10
5.5.10
Scorsese's 11 Scariest Horror Movies of All Time
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(descoberto via coisas do arco da velha)
29.4.10
10 filmes a que gosto de voltar
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A propósito de uma conversa sobre o prazer de rever filmes (uma actividade intrigante para muito boa gente), uma amiga desafiou-me a listar 10 filmes a que eu volte de vez em quando, "que não sejam clássicos!"
Percebi a ideia. Referia-se, por um lado, a filmes mais recentes; mas não só: também a filmes que podemos nem considerar que sejam obras-primas, mas a que por um motivo ou por outro nos afeiçoamos, e a que gostamos de regressar.
Como eu gosto de desafios e, ainda mais de listas, cá vão, sem pensar muito, 10 filmes, que não são clássicos, mas que não ganham pó na minha dvdteca. Penso que cumpri as regras: 8 são dos anos '00 (e nenhum está no top que fiz destes anos), 1 dos anos 90, e 1 dos anos 80.
O Americano tranquilo, Phillip Noyce, 2002
Bela adaptação de um dos livros da minha vida. Michael Caine é o Thomas Fowler definitivo.
2 dias em Paris, Julie Delpy, 2007
O terceiro episódio, não oficial, da vida de Celine (Julie Delpy), depois de ‘Before Sunrise’ e Before Sunset’. Aqui chama-se Marion e não Celine, mas isso é um pormenor.
Broken Flowers, Jim Jarmush, 2005
Serei provavelmente o único jarmushiano a ter este filme como preferido do realizador. Não é um filme perfeito, demora um bocado a arrancar e tem um final meio trôpego. Mas enquanto Murray anda on the road é um magnífico retrato da América - da América de Carver mas não só - tirado no feminino. E que grupo de actores...
Insónia, Christopher Nolan, 2002
Sempre tive um certo fascínio pelo Alasca. Devido àquela paisagem e àquela ideia de que as pessoas vão para lá iniciar outra vida, pareceu-me sempre que era o cenário indicado para westerns, policiais ou noirs - ou seja, aqueles géneros em que o ambiente conta tanto como o argumento. Nolan teve a mesma ideia (tirada do filme homónimo de Erik Skjoldbjærg , de que este é um remake) e assina o seu melhor filme até à data. Al Pacino e Hillary Swank são os cowboys de serviço, Robin Williams o vilão.
Roger Dodger, Dylan Kidd, 2002
Uma mais que cínica visão das batalhas entre sexos, que proporciona uma interpretação do outro mundo a Campbell Scott.
A trilogia Bourne (The Bourne Identity, Doug Liman, 2002; The Bourne Supremacy, Paul Greengrass, 2004; The Bourne Ultimatum, Paul Greengrass, 2007)
Já achei que o segundo episódio não estava à altura, já defendi que o terceiro era o melhor de longe, até que percebi que é um daqueles raros exemplos em que vale a pena falar do conjunto. Jason Bourne é mesmo o herói do século XXI.
O ano do dragão, Michael Cimino, 1985
Esta incursão de Mickey Rourke na Chinatown nova iorquina, primeiro filme de Cimino depois de o flop de 'Heaven’s Gate' lhe ter dado cabo da carreira, é um excelente thriller, violento, repleto de acção, cínico, politicamente incorrecto. E só por Rourke já valia a pena.
O feitiço do tempo, Harold Ramis, 1993
A minha comédia romântica preferida. Mais um filme com uma personagem mais que cínica. Mais um filme com Bill Murray.
28.4.10
I have a dream
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27.4.10
Os melhores filmes vencedores do Óscar
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A Liga dos Blogs Cinematográficos vai eleger os melhores filmes entre os vencedores do ‘Óscar para melhor filme’. Para isso cada membro vota (nota um 1a 10) nos filmes vencedores, desde 1927 a 2006 (a partir daí os filmes já foram votados nos rankings mensais da Liga).
Ao contrário da maioria dos meus confrades, eu acabei por só conseguir votar em cerca de um terço dos filmes. Por um lado, como nunca liguei muito aos Óscares, há uma grande quantidade de fitas que não vi, nomeadamente vencedores recentes ('Titanic', 'Chicago', 'Uma mente brilhante', 'Shakespeare in Love'…); por outro lado, há mais de uma dúzia de que não me lembro suficientemente bem para dar uma nota honesta e conscientemente (desde clássicos como 'Ben Hur' ou 'E tudo o vento levou', a filmes mais recentes como 'Amadeus' ou 'Laços de ternura').
No magnífico ensaio ‘Como falar dos livros que não lemos’, Pierre Bayard classifica os livros em várias categorias, sendo uma delas 'Livro Esquecido' (LO), sendo que estes são ainda classificados pelo autor, quando se refere a um deles, com a seguinte simbologia: LO ++ (opinião muito positiva), LO+ (opinião positiva), LO- (opinião negativa) e LO-- (opinião muito negativa).
Estendendo esta categorização aos filmes, aos ‘filmes esquecidos’ não atribui nota, mesmo que tenha uma opinião (de muito negativa a muito positiva) da maior parte deles.
Posto isto, cá vão então aqueles em que votei (títulos brasileiros! nos casos mais enigmáticos acrescentei o título original ou o de Portugal):
NADA DE NOVO NO FRONT, Lewis Milestone (8)
ACONTECEU NAQUELA NOITE, Frank Capra (9,5)
COMO ERA VERDE O MEU VALE , John Ford (8)
CASABLANCA, Michael Curtiz (9,5)
A LUZ É PARA TODOS, Elia Kazan (8)
A GRANDE ILUSÃO (All the King's Men), Robert Rossen (8,5)
A MALVADA (All About Eve) , Joseph L. Mankiewicz (9)
A UM PASSO DA ETERNIDADE, Fred Zinnemann (9)
SINDICATO DE LADRÕES (Há lodo no cais), Elia Kazan (10)
SE MEU APARTAMENTO FALASSE (O apartamento), Billy Wilder (10)
LAWRENCE DA ARÁBIA, David Lean (10)
A NOVIÇA REBELDE (Música no coração), Robert Wise (6)
PERDIDOS NA NOITE (Midnight Cowboy), John Schlesinger (9)
CONEXÃO FRANÇA, William Friedkin (8)
O PODEROSO CHEFÃO (O Padrinho), Francis Ford Coppola (10)
O PODEROSO CHEFÃO II, Francis Ford Coppola (10)
ROCKY, UM LUTADOR, John G. Avildsen (4)
NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA (Annie Hall), Woody Allen (9)
O FRANCO-AITRADOR (O Caçador), Michael Cimino (10)
ENTRE DOIS AMORES (África minha), Sydney Pollack (7,5)
O ÚLTIMO IMPERADOR, Bernardo Bertolucci (7)
RAIN MAN, Barry Levinson (5)
O SILÊNCIO DOS INOCENTES, Jonathan Demme (9)
OS IMPERDOÁVEIS, Clint Eastwood (10)
A LISTA DE SCHINDLER, Steven Spielberg (8,5)
O PACIENTE INGLÊS, Anthony Minghella (7,5)
BELEZA AMERICANA, Sam Mendes (8)
GLADIADOR, Ridley Scott (7,5)
O SENHOR DOS ANÉIS: O RETORNO DO REI, Peter Jackson (7,5)
MENINA DE OURO (Million Dollar Baby), Clint Eastwood (9)
CRASH - NO LIMITE, Paul Haggis (4)
16.4.10
Os filmes mais rentáveis de todos os tempos (e os outros)
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Descobri este interessante site onde se trata de ma$$a, com li$ta$ para todos os gostos.
Eis os filmes mais rentáveis de sempre (Most Profitable Movies, Based on Absolute Profit on Worldwide Gross):
Movie Gross Profit
1 Avatar $1,119,426,956
2 Titanic $721,439,978
3 The Lord of the Rings: The Return of the King $472,513,663
4 Jurassic Park $398,533,974
5 Shrek 2 $389,919,379
6 Star Wars Ep. IV: A New Hope $387,950,000
7 ET: The Extra-Terrestrial $385,955,277
8 The Lord of the Rings: The Two Towers $369,142,189
9 Harry Potter and the Sorcerer's Stone $363,228,946
10 Ice Age: Dawn of the Dinosaurs $352,264,184
11 Star Wars Ep. I: The Phantom Menace $347,144,149
12 Harry Potter and the Chamber of Secrets $339,493,940
13Finding Nemo $339,296,489
14 Independence Day $333,700,439
15 The Dark Knight $326,172,679
16 The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring $325,310,843
17 Harry Potter and the Order of the Phoenix $319,234,432
18 The Lost World: Jurassic Park $318,343,340
19 The Lion King $312,619,753
20 Star Wars Ep. III: Revenge of the Sith $309,499,439
A minha opinião sobre eles? Bom, desde já confessar que vi metade! E gostei da trilogia 'Senhor dos Anéis' (por ordem decrescente). E acho que, enfim, vale a pena ver o best seller dos best sellers 'Avatar' (o argumento é um bocado infantil, esqueçamos o argumento). Quanto à bonecada, o 'Shreck 2' é bem pior que o 1 e o 'Idade do Gelo 3' é muitíssimo pior que os dois primeiros (excelentes). Do 'Dia da Independência' e deste 'Batman' não gostei mesmo nada. E dos de Mr.Spielberg? Bom, o primeiro 'Jurassic Park' deixa-se ver entre bocejos e quanto ao E.T., bom, quanto ao E.T., já não me lembro lá muito bem dele. Mas se não me impressionou em miudo...
Gosto bem mais das listas Movies With Lowest Budgets to Earn $1 Million at US Box Office e Most Profitable Movies, Based on Return on Investment , cada uma com vários clássicos (e nem estou a falar em 'O Nascimento de uma nação', presente em ambas!).
Uma nota final para as listas dos Biggest Money Losers, onde há a destacar a presença dessa verdadeira pérola camp classic que é 'Alexandre', de Mr.Oliver Stone. Afinal há (alguma) justiça nas coisas.
22.1.10
Top 15 Filmes de Terror - 1º
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1.
Os olhos sem rosto
Les Yeux sans visage, Georges Franju, 1959
Geralmente o 'filme de terror' não é um género que associemos ao cinema francês. Mas não é por qualquer tipo de provocação que ponho em primeiro lugar este filme realizado pelo co-fundador da Cinemateca Francesa, Georges Franju. 'Os olhos sem rosto' é uma obra-prima única no género.
O argumento, inspirado nos filmes 'série Z' dos anos 30 e 40, é uma requintada variante do clássico cientista louco, que neste caso pretende transplantar o rosto de uma jovem na sua filha, desfigurada num acidente. A novidade é o tom poético e extremamente cuidado com que esta história de horrores é tratada, para o que muito contribui a extraordinária fotografia do mestre Eugen Schufftan (que ganhou o Oscar de melhor fotografia com 'The Hustler' e fotografou também 'Metropolis' de Lang e 'Napoleon' de Gance, além de filmes de Max Ophüls e Pabst, por exemplo).
Esta brilhante fusão de 'low' e 'high art' - que um crítico sintetizou como parecendo 'Jean Cocteau a filmar Edgar A.Poe' - foi, tal como os seus contemporâneos 'Psycho' e 'Peeping Tom', muito criticada à altura pelo seu conteúdo, mas também aqui o tempo se encarregaria da sua reabilitação. Há mesmo quem tenha lido este filme como uma espécie de 'actualização' do Dr.Mabuse, depois de serem conhecidos todos os horrores do Nazismo que aquele prenunciara. E é bem visto.
5º ao 2º
10º ao 6º
15º a 11º
O argumento, inspirado nos filmes 'série Z' dos anos 30 e 40, é uma requintada variante do clássico cientista louco, que neste caso pretende transplantar o rosto de uma jovem na sua filha, desfigurada num acidente. A novidade é o tom poético e extremamente cuidado com que esta história de horrores é tratada, para o que muito contribui a extraordinária fotografia do mestre Eugen Schufftan (que ganhou o Oscar de melhor fotografia com 'The Hustler' e fotografou também 'Metropolis' de Lang e 'Napoleon' de Gance, além de filmes de Max Ophüls e Pabst, por exemplo).
Esta brilhante fusão de 'low' e 'high art' - que um crítico sintetizou como parecendo 'Jean Cocteau a filmar Edgar A.Poe' - foi, tal como os seus contemporâneos 'Psycho' e 'Peeping Tom', muito criticada à altura pelo seu conteúdo, mas também aqui o tempo se encarregaria da sua reabilitação. Há mesmo quem tenha lido este filme como uma espécie de 'actualização' do Dr.Mabuse, depois de serem conhecidos todos os horrores do Nazismo que aquele prenunciara. E é bem visto.
5º ao 2º
10º ao 6º
15º a 11º
21.1.10
Top 15 Filmes de Terror - 5º ao 2º
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Unknown
5.
A Semente do Diabo
Rosemary's Baby, Roman Polanski, 1968
Mais uma obra-prima do terror em que tudo se passa ao nível da sugestão (repare-se que nunca chegamos a ver o bebé do título original). Rosemary é vítima do Diabo ou apenas dos seus pesadelos induzidos pela culpa Católica? Eis uma das maiores provas do génio de Polanski, realizador que hoje em dia anda nas bocas do mundo por infelizes razões extra-cinematográficas.
4.
O despertar dos mortos-vivos
Night of the Living Dead, George Romero, 1968
Esta obra de estreia de Romero não é o primeiro filme de zombies, mas é seguramente o mais influente, definindo as regras que todos seguiriam depois. Há quem defenda que esta fita série B, filmada a preto e branco, misturando um estilo documental com gore e humor, foi o primeiro filme de terror a reflectir a sensação de mal-estar da sociedade sua contemporânea (o Vietname, o racismo, etc.). Como cereja em cima do bolo, tem o final mais cínico da história do cinema.
3.
Os Pássaros
The Birds, Alfred Hitchcock, 1963
Há quarenta e tal anos que os espectadores se perguntam, ao assistir a este filme: 'Porque é que os pássaros atacam?'; pergunta que Hitchcock deixa implacavelmente sem resposta. É um mal 'sem culpa', o que angustia e desorienta o espectador, que não tem qualquer tábua racional a que se agarrar.
Por isso, este que é talvez o filme em que Hitch mais se aproximou do filme de terror 'convencional', é uma das suas mais fascinantes e enigmáticas obras.
2.
Psycho
Psico, Alfred Hitchcock, 1960
Ao contrário da maioria dos meus confrades hitchcockianos, sabe-se lá porquê Psycho não estava entre os meus filmes preferidos de Hitch, até que uma revisão recente o pôs no seu devido lugar: no topo da sua obra, ou seja, entre os melhores filmes da história do cinema. E, como quase todos os filmes de Hitch, presta-se a múltiplas leituras, agradando a todos os públicos, desde os amantes de filmes de suspense/terror pipoqueiros, aos mais exigentes exegetas. Zizek, por exemplo, em 'Lacrimae Rerum' teoriza sobre o facto de, caso tivesse sido Frank Gehry a construir o Motel Bates, não teria havido a necessidade de Norman matar as suas vítimas...
20.1.10
Top Filmes de Terror - 10º ao 6º
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Unknown
10.
A Descida
The Descent, Neil Marshall, 2005
Citando-me a mim próprio: "O realizador Neil Marshall aprendeu com os mestres que em situações de desespero, tanto ou mais que o inimigo externo, o maior adversário que se depara a um grupo é a tensão que se cria entre os seus elementos". É isso mesmo. Um grande filme de terror dentro do velho espírito série B, com um elenco totalmente feminino.
9.
A Pantera
Cat People, Jaques Tourneur, 1942
Realizado sem um único efeito especial, aqui tudo se baseia em jogos de luz e sombra e no poder da sugestão. Será a bela Irena Dubrovna (Simone Simon) uma mulher-felina, ou apenas uma mulher recalcada na sua sexualidade, que tem medo de consumar o casamento? Tourneur prefere que seja a imaginação do espectador a decidir, em vez de explicitar a violência sexual latente, como faria Paul Schrader no seu remake sem sentido de 1982.
8.
A Vítima do medo
Peeping Tom, Michael Powell, 1960
Pessimamente recebido a quando da sua estreia, com críticas insultuosas e histéricas, este filme quase que acabou com a carreira de Powell, sendo apenas resgatado do esquecimento muitos anos mais tarde graças ao esforço de fãs como Martin Scorcese.
É ainda hoje um filme impressionante, sobre Marl Lewis, um assassino-documentarista, que mata mulheres enquanto as filma. Mark foi vítima na infância das experiências sádicas do seu pai psicanalista, e é inegável a simpatia que o realizador, apesar de tudo, sente por esta personagem complexa ( Powell, numa entrevista, chegou a compará-la ao transtornado assassino de M, de Lang).
E talvez esta identificação, que passa para o espectador, tenha sido o que tanto perturbou as almas sensíveis da altura.
7.
O sexto sentido
The Sixth Sense, M.Night Shyamalan, 1999
Pouco há a acrescentar sobre esta famosíssima primeira obra de Shyamalan, à altura com 29 anos de idade. Apenas dizer que esta história de fantasmas foi a que mais hesitei em incluir no género 'filme de terror'. Mas depois achei que não só fazia sentido, como até seria dos mais arrepiantes filmes deste top.
6.
Carrie
Carrie, Brian de Palma, 1976
O crítico Adrian Martin definiu 'Carrie' como 'um operático melodrama de terror que mistura família gótica, fenómenos sobrenaturais e filme de teens'.
A obra de Stephen King tem dado origem a excelentes adaptações cinematográficas ('The Shining', 'Christine', 'Misery',...) e esta é das mais poderosas, muito por graça do talento do seu realizador (aquela sequência do baile...), um fã de Hitchcock que entraria com este filme para a primeira divisão do cinema americano, e, claro, da sua fabulosa actriz. Voltando a Martin: 'Sissy Spaceck é assombrosa no papel principal. O seu rosto e corpo contorcem-se como um efeito especial vivo para exprimir as insuportáveis contradições da experiência de Carrie; veja-se a alarmante mutação da jovem esquecida no baile em Rainha da Morte'.
19.1.10
Top Filmes de Terror - 15º a 11º
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Unknown
15.
O Gabinete do Dr.Caligari
Das Kabinett des Doktor Caligari, Robert Wiene, 1919
Provavelmente é defeito meu, que até sou um grande fã de cinema mudo, mas dificilmente encaro um clássico do mudo (digamos, um 'Nosferatu') como um filme de terror. Talvez no meu inconsciente o terror esteja demasiadamente associado a 'séries B', a low budgets, a códigos muito específicos, em que as obras de arte do mudo dificilmente se encaixam. Mais que medo, encantamento é o que sinto. Mas o fascínio que o imaginário deste filme exerceu sobre mim, com o cientista louco, o sonâmbulo meio morto-vivo, o argumento inesperadíssimo, não se esbateu até hoje e está indelevelmente associado ao género. E nem só de arrepios e saltos na cadeira vive o terror.
14.
O Regresso do mal
Halloween, John Carpenter, 1978
Eis um dos filmes de terror mais influentes de sempre, que deu origem a não sei quantos slasher films de terceira categoria. Claro que Carpenter não tem culpa disso, e as suas armas para nos angustiar são o suspense e o voyeurismo (à Hitchcock) e não o gore que os horror teen movies adoptariam depois. Pegar numa pacata cidade e abalar a sua 'normalidade' é um must do cinema americano. 'Halloween' é um dos exemplos mais conseguidos.
13.
Anjo ou demónio
Ôdishon (Audition), Takeshi Miike, 1999
'Kiri, kiri, kiri' (algo como 'mais fundo, mais fundo') murmura docemente a bela Asami enquanto perfura com agulhas os olhos do seu apaixonado Aoyama, numa espécie de vingança feminista demente que encerra violentamente um filme que durante uma hora parecia um melodrama suave.
Realizado pelo hiperactivo Takeshi Miike, um ano depois do sucesso mundial de Ringu, de Hideo Nakata, é talvez a melhor prova da vitalidade do cinema japonês no género terror. Ninguém que veja este filme se esquecerá dele, garanto.
12.
A máscara da morte vermelha
The Mask of the Red Death, Roger Corman, 1964
Visualmente deslumbrante, com um uso fantástico das cores e da luz (a fotografia é de Nicholas Roeg), com o grande Vincent Price a comandar as operações como o satânico Principe Prospero, esta é a minha preferida das excelentes adaptações que Corman fez de Poe - e é, para muitos, a sua obra-prima.
11.
Aquele Inverno em Veneza
Don't Look Now, Nicholas Roeg, 1973
Baseado num conto de Daphne du Maurier (a autora de 'A pousada da Jamaica', 'Rebecca' ou 'Os pássaros', todos adaptados por Hitchcock), 'Don't look Now' passa-se numa Veneza inquietante e poética, para onde um casal se muda para tentar recuperar da morte da filha. Roeg cria um ambiente verdadeiramente angustiante, à medida que o homem vai ficando obcecado com a ideia de que vê a filha, que morreu afogada, a vaguear pela cidade, culminando com uma cena que merece estar presente em qualquer antologia de finais arrepiantes.
Curiosamente, à altura, o filme ficou famoso foi por uma muito realista cena de sexo entre o casal (Donald Sutherland e Julie Christie) - é sabido que sexo no cinema era só entre amantes, as crianças 'legitimas' eram trazidas por cegonhas.
16.1.10
O gosto dos outros
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Unknown
Já referi algures que prefiro ver tops e preferências de realizadores que de críticos de cinema, pois geralmente estes são mais 'politicamente correctos', por assim dizer, preocupam-se sempre com o que não deixam de fora.
Por exemplo: o que é que os cineastas que admiro vão ver ao cinema? Eis duas respostas nada previsíveis com que me deparei recentemente:
Jacques Audiard - 'Deixa-me entrar', Still Life'... e há filmes que me tocam por razões fetichistas, como 'Frozen River', que é um filme muito anos 1970...
[ípsilon, 31.12.2009]
Michael Haneke - Dou muito valor aquilo que o Bruno Dumont tem feito, apesar de não ter visto ainda o seu último filme.
[Premiere, Janeiro 2010]
P.S: Também gostei mais de ver as listas da década dos convidados da Cahiers du Cinema que a lista da própria Cahiers. Pode conferi-las no blog do Sérgio Alpendre, aqui.
P.P.S.: Aqui Haneke também confessa que 'disfruto mucho con Woody Allen'! [descoberto via O homem que sabia demasiado]
P.P.S.: Aqui Haneke também confessa que 'disfruto mucho con Woody Allen'! [descoberto via O homem que sabia demasiado]

















































