Recent Posts

Showing posts sorted by relevance for query donnie darko. Sort by date Show all posts
Showing posts sorted by relevance for query donnie darko. Sort by date Show all posts

18.12.09

Top 10 - Filmes da década - 6º

Donnie Darko
Donnie Darko, Richard Kelly, 2002



A primeira longa-metragem do argumentista e realizador Richard Kelly - então um desconhecido de 26 anos - sobre um adolescente a quem aparece um coelho gigante que o informa que o mundo vai acabar dentro de 28 dias, 6 horas, 42 minutos e 12 segundos é um dos mais fascinantes, originais, e enigmáticos filmes da década.

Um fiasco de bilheteira aquando da estreia, tornou-se entretanto um objecto de culto - o que, infelizmente, não impediu que a carreira do realizador nunca mais entrasse nos eixos.

1.9.05

Donnie Darko


Toda a criatura na terra morre sozinha.


Donnie Darko...que diabo de nome é esse? Parece nome de super-herói.
Que te leva a pensar que não o sou?


E se pudesses voltar atrás e pegar nessas horas de dor e escuridão e substitui-las por qualquer coisa melhor?

24.5.11

Alucinação


'Kaboom' é uma espécie de mistura entre 'Shortbus' (há bastante sexo, homo e heterossexual), 'Donnie Darko' (profecias de fim de mundo, visões) e 'Scream' (adolescentes, mascarados), embrulhada num argumento inverosímil sobre seitas e o holocausto nuclear, com piscadelas de olho várias (há uma Lorelei, mas também umas misteriosas gémeas Rebecca e Madeleine...Novak),  e em que a fronteira entre sonho e realidade está sempre esbatida (o tradutor português resolveu mesmo chamar ao filme 'Alucinação'!) .

'Kaboom' ora é terno, ora é angustiante, ora é intrigante, ora é desconexo, mas Gregg Araki (realizador do muito bom Mysterious Skin) nunca o deixa descambar e mantém sempre um reconfortante ar de 'ovni indie', para o que também contribuem a bela banda sonora (que inclui o habitual colaborador Robin 'Cocteau Twins' Guthrie) e a simpática duração de 86 minutos.

Kaboom, França, 2010. Realização: Gregg Araki. Com: Thomas Dekker, Haley Bennett, Chris Zylka, Roxane Mesquida, Juno Temple, Andy Fischer-Price, Kelly Lynch

27.8.10

Presente de Morte


Um casal (Cameron Diaz, inexcedível, e James Marsden, discreto) recebe uma misteriosa caixa, acompanhada duma não menos misteriosa proposta: se carregarem num botão da caixa recebem um milhão de dólares, mas alguém morrerá instantâneamente. Ao espectador português isto fará soar imediatamente  um alarme, claro: remete-nos para aquele Teodoro, que para ficar com a imensa fortuna de um longínquo Mandarim, apenas teria que tocar uma campainha que provocaria a morte do dito cujo.

Richard Kelly não se baseou directamente no fantástico 'O Mandarim', mas no conto 'Button, Button' do argumentista e escritor de Ficção Científica Richard Matheson (conto que também já foi adaptado num episódio de 'The Twilight Zone') - e este foi garantidamente beber a Eça.

Por estes ínvios caminhos temos então o regresso de Richard Kelly, autor de um dos mais extraordinários primeiros filmes dos últimos largos anos ('Donnie Darko', de 2001), mas que tem andado perdido desde aí: 'Southland Tales', o seu filme seguinte, teve péssimas críticas no festival de Cannes de 2006 e acabou por ser remontado para estrear em poucas dezenas de salas nos States (cá nem chegou a estrear) com parcos resultados financeiros e de estima; e este 'The Box' (esqueçamos o título português), do ano passado, não teve muito melhor sorte.

Mas voltemos à fita: depois da premissa inicial, o argumento vai-se tornando confuso e exotérico, apenas clareando o seu sentido lá mais para o final, antes da FC dar lugar a um registo cláustrofobico, mais perto do filme de terror. O ambiente é algo místico - para o que contribui a banda sonora de Win Butler, Régine Chassagne (ambos dos Arcade Fire) e Owen Pallett (também habitual colaborador da banda)  - com matizes 'existenciais' (é citado Sartre e tudo), mas paradoxalmente mantendo um tom anacrónico, à bom velho filme de FC dos anos 50.

E foi este lado 'revivalista' o que mais me prendeu - pareceu-me, apesar das bizarrias, estar a ver um bom 'filme de género', daqueles que já não existem há muitos anos (tive o mesmo sentimento com 'O acontecimento', de Shyamalan).

Felizmente Richard Kelly mantém a mão, é um cineasta de primeira, e mesmo não alcançando o nível de 'DD' (um ovni irrepetível), não se 'normalizou' e dá-nos um bom filme que não se confunde com nada do que para aí anda.

The Box, E.U.A., 2009. Realização: Richard Kelly. Com: Cameron Diaz, James Marsden, Frank Langella, James Rebhorn, Holmes Osborne.

7.1.10

Córtex Frontal

Também Joana Amaral Dias anda a listar os seus (50) melhores filmes da década  00. Até agora já conseguiu incluir um que eu não só nunca vi, como do qual nunca tinha ouvido falar ('Equilibrium', de Kurt Wimmer).

E quem põe num top  'Donnie Darko' e 'The Royal Tenenbaums', só pode mercer a especial estima cá da casa.

31.12.09

Top 10 Década

Resumindo:

1. Lost in Translation
2. Saraband
3. Uma história de violência
4. Os Tenenbaums
5. Kill Bill — A Vingança
6. Donnie Darko
7. Antes do anoitecer
8. Duplo amor
9. My Blueberry Nights
10. Mystic River


Obs.: Àquele meu amigo que me 'acusou' de só ter escolhido filmes americanos (é quase verdade - eu próprio fiquei surpreendido), aconselho as listas do José Oliveira (aqui, aqui, aqui e aqui), a do Tiago, e a que o  Daniel tem vindo a fazer ao longo das últimas semanas. Ou, lá por fora, esta da New Yorker (descoberta via o blog do Luis Miguel Oliveira) ou esta do Días Estranhos.
Quanto a mim, só posso dizer que o filme que mais me custou deixar de fora foi... outro americano - Broken Flowers, de Jim Jarmush.

P.S.: Aqui e aqui também se andam a fazer balanços.
P.P.S.: Ainda outra lista aqui.
P.P.P.S: Uma vez que, como já expliquei lá para baixo, a década só acaba em 31.12.2010, para o ano se for caso disso cá se actualizará a nossa lista!

14.10.09

Deixa-me entrar


Ao fim de 10 minutos a ver 'Deixa-me entrar' já me tinha lembrado tanto de Kaurismaki (andam por lá umas lacónicas personagens secundárias que vieram directamente dos seus filmes) como de Donnie Darko (esta é mais difícil de explicar). E, note-se, estas são duas referências muito caras nesta casa. Começo por aqui para que os mais snobs (e inocentes) não fujam deste texto quando eu falar em vampiros, tema bastante respeitável mas que ultimamente se tornou sinónimo de praga, que vem invadindo cinema e literatura.

É que este filme trata da história de amor, nas belas paisagens suecas, sempre cobertas de neve,  entre um rapaz de 12 anos e uma vampirinha da mesma idade ('tenho 12 anos, mas já tenho 12 anos há muito tempo'). E, surpresa, fá-lo com um romantismo raro. E, extraordinário, com um erotismo tocante - de todo impossível em Hollywood, diga-se (quando se lembrarem de fazer um remake vão ter obliterar esta parte).

'Deixa-me entrar' trata de adolescentes e de amores adolescentes e de diferença como só Gus Van Sant ou Larry Clark (e este só nos seus melhores momentos) o têm feito. Aqui tanto há lugar para momentos de uma ternura surda, como há para uma cena de bullying ao som de 'A flash in the night' (lembram-se?) que termina com membros decepados a voarem. Sim, como em qualquer grande história de amor, aqui também há sangue e violência e vingança (mas não gore nem coisas demasiado explicitas).

Assim de repente, o único defeito que lhe posso apontar é o de por vezes ser demasiado 'bonitinho', de o realizador ser demasiado 'virtuoso', de escolher sempre o ângulo mais original ou o melhor plano (quando a gente repara demais nelas, estas coisas deixam de ser uma virtude). Mas, diga-se, até isso contribui para o grau de estranheza que o filme provoca, pois são elementos de que não estaríamos à espera neste género. Que o tornam ainda mais um objecto estranho. E, certamente, umas das surpresas do ano e um forte candidato a filme de culto.

Låt den rätte komma in , Suécia, 2008. Realização: Tomas Alfredson. Com: Kare Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar, Henrik Dahl, Karin Bergquist.