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28.9.05

From here to eternity



Alma - I won't marry you because I don't want to be the wife of a soldier...Because nobody's gonna stop me from my plan. Nobody, nothing. Because I want to be proper...Yes, proper. In another year, I'll have enough money saved. Then, I'm gonna go back to my hometown in Oregon and I'm gonna build a house for my mother and myself, and join the country club and take up golf. And I'll meet the proper man with the proper position to make a proper wife who can run a proper home and raise proper children. And I'll be happy because when you're proper, you're safe.
Prewitt - You got guts, honey. I hope you can pull it off.
Alma - I do mean it when I say I need you 'cause I'm lonely. You think I'm lying, don't you?
Prewitt - Nobody ever lies about being lonely.

26.9.05

Ela odeia-me



Há (pelo menos) dois filmes neste novo Spike Lee: o primeiro é um filme político, uma critica explicita a Bush e dum modo geral ao 'grande capital', às corporações; o segundo é uma farsa, uma sátira a entrar no campo do burlesco aos estereótipos sexuais, raciais, comportamentais. O primeiro filme, o filme politico, sobre um alto funcionário duma multinacional arruinado por denunciar os podres da empresa e que se compara a ele próprio com o segurança que despoletou o escândalo Watergate, não é lá muito interessante. O segundo, o burlesco, sobre o modo como esse funcionário sobrevive depois de ser despedido - engravidando lésbicas endinheiradas - é hilariante, no melhor estilo do Woody Allen de há uns anos. O resultado é uma salgalhada algo difícil de digerir, mas que vale o esforço.
She hate me, EUA, 2004. Realização: Spike Lee. Com: Anthony Mackie, Kerry Washington, Dania Ramirez, Ellen Barkin, Monica Bellucci.

23.9.05

A não perder...

...os Mais Inspirados Nomes de Filmes. No Topmania.

21.9.05

Film Posters of the 50's


Pessoa amiga ofereceu-me este livro e 'li-o' de uma ponta à outra de um só fôlego. Recordemos que a década de 50 foi uma das mais brilhantes da história do cinema, mas também, como nos é dito por Tony Nourmand (co-organizador do livro com Graham Marsh) na introdução, foi nos anos cinquenta que pela primeira vez o cinema teve um sério concorrente: a televisão. De modo que houve que explorar as novidades tecnológicas só possíveis no grande ecrã: o Technicolor, o Cinemascope e o 3-D. Como defende Nourmand, estas novidades tiveram eco no trabalho dos artistas que tinham que criar posters que atraíssem o público ao cinema.
Surgiram assim uma série de nomes que criaram obras de arte a milhas do que se faz hoje em dia, em que os cartazes raramente ultrapassam a mera fotografia dos actores principais. Nomes como os excepcionais Saul Bass (EUA) ou Jan Lenica (Polónia), mas também criativos anónimos que trabalhavam para os grandes estúdios e criaram cartazes fantásticos de filmes série B e de ficção-cientifica, por exemplo, de que temos aqui magníficos exemplos.
Um livro imperdivel.

18.9.05

Napoleon Dynamite


Não se entende a razão de este filme não ter estreado nas salas e ter apenas sido lançado em vídeo. Não foi certamente pelo excesso de filmes de qualidade, ou falta de salas. A indústria da distribuição de cinema custa a perceber que cada vez menos os espectadores dependem dos seus caprichos para poderem ver os filmes que lhes interessam.

Napoleon Dynamite suscitou opiniões extremadas! Atomo! considerou-o um dos melhores filmes de 2004, not_alone não o achou tão entusiasmante, mas numa coisa penso estarmos todos de acordo: A cena final de dança é já um clássico!
Devo confessar que começei por torcer o nariz. Pareceu-me mais uma comédia sobre adolescentes num liceu Americano.
E é! - mas é uma comédia sobre adolescentes nerds. Neste filme, o termo nerd (para o qual não existe uma tradução capaz em Português) não se aplica a miúdos de óculos que passam o dia a jogar playstation - nada tão sofisticado - mas a indíviduos sem a mínima noção do ridículo, ou das regras da sociedade. Se a beleza está nos olhos do observador, as piadas e as siuações cómicas em Napoleon Dynamite dependem de quem o vê. O filme foge completamente à formatação habitual das comédias: Não há ponto e contraponto, não há construcção de piadas, não há ritmo e muito menos existe um punch-line. Napoleon Dynamite irá parecer um objecto estranho e repugnante ou merecedor de culto, dependendo do grau de identificação do espectador com este universo. Como escreveu Harry Madox acerca de outro objecto estranho - Os bravos não têm descanso - "o leitor que veja por sua conta e risco".

17.9.05

Adeus Dragon Inn



Este filme tem dois diálogos, o primeiro dos quais ocorre a meia hora do fim. Num deles uma personagem fala de fantasmas, noutro diz-se que já ninguém vai ao cinema. Em rigor, até estas parcas falas eram dispensáveis: servem apenas para reforçar o que os longos planos-sequência nos mostram.
Uma velha sala de cinema (daquelas que levavam centenas de espectadores) exibe o clássico de artes marciais 'Dragon Inn', após o que encerrará. Meia dúzia de espectadores erram por lá, porventura mais interessados num encontro (sexual) que no filme; o projeccionista e uma funcionária manca vão executando as suas pequenas rotinas pela última vez; mas as únicas pessoas que parecem ter vida são as do filme que vai sendo projectado. 'Adeus Dragon Inn' é um filme nostálgico e minimalista, em que cada plano vale por si, tal como acontecia nos filmes mudos. E é um filme sobre os temas de sempre de Tsai-Ming Liang: o desencanto, a solidão, os fantasmas das cidades modernas.

15.9.05

Obra-prima



Amanhã, por 7,95€ com o Público.

13.9.05

Águas silenciosas













Este filme, vencedor de cinco prémios no festival de Locarno 2003, incluindo o Leopardo de Ouro para melhor filme,tem passado completamente despercebido pelas salas portuguesas, talvez por fugir ao habitual binómio de distribuição Lusomundo/Atalanta. E no entanto, o seu tema não podia ser mais actual: o fundamentalismo religioso. Realizado pela paquistanesa Sabiha Sumar, a acção desenrola-se no seu país natal em 1979, e mostra-nos o desespero de uma mãe a assistir ao enredamento do seu filho, um jovem de 17 anos que só pensava em tocar flauta e namorar, por grupos fundamentalistas islâmicos. Intercalam-se então na acção breves flashbacks que nos mostram o drama interior desta mãe: ela própria tivera que fugir ao suicídio imposto pelo seu pai sikh a todas as mulheres da família , aquando da dos tumultos surgidos da partilha da Índia pela Inglaterra e criação do Paquistão em 1947, para não caírem nas mãos dos muçulmanos e salvarem assim a 'honra'.
Sendo bastante interessante do ponto de vista histórico e conseguindo criar personagens de carne e osso que não são meros arquétipos, o filme é no entanto prejudicado pelo seu exagerado didactismo, quase no limite do documentário ficcionado. Ou seja, aconselhá-lo-ia mais depressa ao espectador do canal História ou Odisseia do que ao cinéfilo.

11.9.05

Festival de cinema de Veneza 2005









'Brokeback Mountain', de Ang Lee foi o vencedor do Leão de Ouro deste ano. O filme era um dos favoritos da critica e conta uma história de amor gay entre dois cowboys (Heath Ledger e Jake Gyllenhaal), sendo o argumento de Larry MacMurty, o autor de 'The last picture show' e 'Texasville'.
Destaque ainda para o prémio recebido por George Clooney como...argumentista do segundo filme por si realizado, 'Good Night, and Good Luck'.
Sendo eu um admirador do cinema de Ang Lee (nomeadamente do excelente 'Tempestade de gelo') e tendo gostado bastante do primeiro Clooney, 'Confissões de uma mente perigosa', faço votos de que ambos os filmes estreiem em Portugal...
Todo o palmarés aqui.

10.9.05

Open Water — Em Águas Profundas



Susan e Daniel são deixados, devido a um erro, no meio do oceano. Passam por vários estados, como é natural: apreensão, pânico, histeria, cansaço, desanimo. Mas o momento simultaneamente mais realista e intenso do filme é quando começam a discutir de quem é a culpa de estarem naquela situação. Estão perdidos no meio do oceano, esfomeados, desidratados, cercados por tubarões, e gastam as poucas energias que lhes restam a discutir um com o outro. É assim mesmo, a natureza humana. E é por a captar tão bem que este filme, sem efeitos especiais, sem ‘acção’, sem vedetas, nos impressiona. Tem ainda um dos finais mais enigmáticos e perturbantes dos últimos tempos. Quem diria que eu o ano passado tinha perdido um grande filme?