Recent Posts

29.6.06

Finalmente...



Finalmente houve uma evolução na lista aqui ao lado. Evolução neste caso é a lista encolher, claro. Um mês e meio depois de ter estreado em Lisboa, 'A comédia do poder', de Chabrol, chegou ao Porto!
(E não entra nenhum filme novo na lista, porque o único que estreou apenas em Lisboa, esta semana, 'História de Duas Irmãs', já passou no Fantasporto...há 2 anos atrás! )

25.6.06

Sem destino



'Sem destino' é uma adaptação do romance autobiográfico com o mesmo nome, do escritor húngaro Imre Kertész, Prémio Nobel da literatura em 2002 e até aí praticamente desconhecido fora da Alemanha, onde vive. O próprio Kertész, que tem sido literariamente comparado com Primo Levi, escreveu o argumento para esta estreia na realização do seu compatriota Lajos Koltai, habitual director de fotografia de István Szabó (incluindo o recente 'Being Julia').
O filme segue o trajecto de György Köves, um miúdo judeu de 14 anos, que é enviado para Auschwitz e depois para Buchenwald. A ingenuidade inicial rapidamente dá lugar ao espanto, à dor, e à sensação de absurdo - ele não fora criado como judeu praticante, nem nunca pensara muito nisso do que era ser judeu - porque é que lhe estava a acontecer aquilo tudo então? Koltai (como Kertész) não cai nunca no sentimentalismo, e estrutura o filme numa série de curtos planos fotografados numa cor sépia e brumosa, que mostrando cenas do dia a dia do miúdo e dos outros prisioneiros (a fila para o prato de sopa; as longas esperas alinhados de pé; a ajuda de um conterrâneo, a maldade de um guarda), vão entranhando no espectador a sensação da enorme estupidez de tudo aquilo, de quão próximos da desumanidade estamos.
Se tivermos em conta que um filme (ou qualquer obra de arte) sobre o holocausto tem sempre uma dimensão que o transcende, é mais uma peça de resistência ao esquecimento, como acender uma vela ou construir um memorial às vitimas, podemos dizer que vale sempre a pena voltar ao tema, mesmo depois de 'A lista de Schindler' (que Kertész qualificou de kitsch), de 'O pianista', de 'A vida é bela'. Independentemente disso, 'Sem destino' vale por si próprio enquanto objecto cinematográfico sensível mas sem concessões, bem filmado, fotografado e interpretado. Não obstante faltar um golpe de asa ao realizador para atingir níveis mais altos, consegue o essencial que é fazer o espectador perceber o porquê da escolha do título: quando Buchenwald é libertado, um oficial Americano ao perceber que György fala inglês, tenta convence-lo a não voltar para a Hungria ocupada pela União Soviética; o miúdo responde-lhe naturalmente que tem que voltar para a sua família. Claro que ele não pode saber que depois da guerra já nada será como antes: nem a sua família (o pai foi morto), nem os amigos (que só lhe fazem perguntas ocas sobre os campos de concentração), nem o seu país, que caído sobre as garras do estalinismo impedirá a liberdade de György durante muitos mais anos.
Sorstalanság / Fateless, Hungria/Alemanha/Grã-Bretanha, 2005. Realização: Lajos Koltai. Com: Marcell Nagy, Áron Dimény, Béla Dóra, Péter Vida, Zsolt Dér, Daniel Craig.

23.6.06

A Noite Americana



Não há maior prova de amor ao cinema do que este filme. Tudo nele respira cinefilia, a começar pelo titulo (nome da técnica usada para filmar cenas nocturnas à luz do dia, colocando filtros na objectiva) e pelo seu realizador, François Truffaut, importantíssimo critico dos Cahiers du cinéma antes de ser realizador (e, já depois, autor da famosa entrevista a Hitchcock). E, claro está, o seu argumento: o dia a dia da equipa de realização do filme 'Meet Pamela', liderada pelo realizador Ferrand (interpretado por... Truffaut, himself). O filme é fascinante para o cinéfilo a vários níveis: desde logo pela oportunidade de assistir à (representação da ) rodagem de um filme, observando os inúmeros detalhes a ter em conta, desde as técnicas utilizadas (uma vela oca com uma lâmpada dentro; uma falsa janela; espuma a fazer de neve; etc; etc.), passando pelos pequenos pormenores que o realizador tem que decidir (como a cor de um carro ou o tamanho de uma pistola) e culminando nas condicionantes invisíveis ao público mas que influem directamente no argumento e realização, como o tempo de filmagem disponível, o que as companhias de seguros pagam ou não pagam, e até os instáveis humores dos actores ou, caso mais radical, a morte de um deles, tendo só parte do seu papel sido rodada. Num segundo nível, chamemos-lhe assim, o espectador vai-se divertindo a 'descobrir' as referências cinéfilas que vão aparecendo (é como aquela caixa que tem outra caixa dentro, que por sua vez tem outra caixa dentro, que por sua vez...), desde as mais óbvias - o realizador Ferrand/Truffaut recebe uma encomenda de livros e espalha-os à nossa frente (enquanto ouve ao telefone uma das musicas do filme, numa belissima cena), livros sobre Bunuel, Dreyer, Lubitsch, Godard, Hitchcock, Rossellini, Hawks, etc.; ou quando a equipa de filmagem vai rodar uma cena no exterior e passa pela Rua Jean Vigo - até aquelas mais para cinéfilos - um dos actores do filme dentro do filme, Alphonse, é interpretado por Jean-Pierre Léaud, cujo comportamento estouvado e impulsivo nos remete imediatamente para a personagem de Antoine Doinel, que Léaud interpretou em 5 filmes de Truffaut; numa cena, Alphonse pede um conselho a Ferrand sobre o próximo filme, doutro realizador, em que vai entrar, tal como Léaud fazia com Truffaut - e inclusive referências invisíveis que só fanáticos ou experts descobrirão - como alguns actores usarem roupa de outros filmes de Truffaut.

A um nível mais profundo, notaremos que este é o filme mais autobiográfico de Truffaut desde 'Os 400 golpes'. Não tanto pelo facto de ele próprio entrar e representar um realizador (e de facto imaginamos que Ferrand não deve ser muito diferente de Truffaut), mas pelos temas tocados pelo filme: como o próprio realizador disse, "todos os conflitos de 'A Noite Americana' e 'Meet Pamela' dizem respeito a problemas de identidade e paternidade". Recordemos que Truffaut nunca conheceu o pai e foi criado pela mãe que não o amava ("a minha mães morreu", diz o jovem Doinel numa famosa sequência d´'Os quatrocentos golpes'), tendo sido um adolescente problemático que apenas encontrou alguma tranquilidade no mundo do cinema - conta-se que na sua juventude chegava a ir ao cinema 3 vezes por dia e terá visto mais de 3000 filmes em 10 anos! Não é assim de admirar, que ao contrário de outros filmes sobre o mundo da sétima arte (de que é paradigmático o cáustico ‘Crepúsculo dos Deuses' de Billy Wilder), 'A Noite Americana' seja um acto de amor ao cinema, apresentado como mais importante e perfeito do que a vida, um tema que sempre foi caro a Truffaut. Quando uma assistente foge com um duplo durante as rodagens, uma personagem comenta: "eu deixaria um homem por um filme, mas nunca deixaria um filme por um homem"! E a actriz Julie Baker (Jacqueline Bisset), que dorme com Alphonse, traindo o marido que ama, apenas para este não ir atrás da namorada e abandonar as rodagens, exclama às tantas "a vida é repugnante". Os filmes, por seu lado - como diz Alphonse a Ferrand - "são mais harmoniosos do que a vida, não há engarrafamentos, não há tempos mortos".
La nuit américaine, França, 1973. Realizador: François Truffaut. Com: François Truffaut, Nathalie Baye, Jean-Pierre Léaud, Jacqueline Bisset.

22.6.06

...e o resto é paisagem


Já aqui me queixei de ser impossível ver um grande número de filmes fora de Lisboa e do Porto. O que eu não pensei é que a situação chegasse ao ponto a que chegou: temos que tirar também o Porto do mapa das estreias. Agora, há cada vez mais filmes (especialmente os distribuidos pela Atalanta) que estreiam apenas com uma cópia - numa sala de Lisboa - indo depois para o Porto quando calhar (e muitas vezes quando o impacto do seu lançamento - as critícas, as notícias, etc. - já se esbateu). Em relação à semana passada, a lista aqui do lado, que tentarei manter o mais possível actualizada, engordou em 4 filmes! Em suma, continuamos à espera do Ozon, do Chabrol, etc., etc.

18.6.06

Hard Candy



'Hard Candy' traz como cartão de visita o prémio de melhor filme de Sitges - Festival de Cinema da Catalunha 2005, prémio esse que em 2004 foi atribuído a 'Oldboy' e em 2003 a 'Zatôichi', de Takeshi Kitano - boas companhias, portanto.
O filme parte de uma premissa interessante, resumida na sua tag line: e se o capuchinho vermelho comesse o lobo mau? Um fotógrafo de trinta e tal anos conhece uma miúda de 14 num chat da internet e acabam por combinar um encontro in loco. Logo aí notamos algo de estranho, longe dos estereótipos: ele é um jovem bem parecido e bem-falante ('não tens ar de quem precisa de conhecer raparigas na net', diz-lhe a miúda), ela é surpreendentemente adulta e bem articulada para a sua idade. Desde logo iniciam uma espécie de combate verbal, sendo que ela nunca lhe fica atrás em inteligência, em resposta pronta, em capacidade de sedução. E ainda ele não viu nada... uma vez em sua casa, ela droga-o e amarra-o, começando então a verdadeira batalha, em que ele está definitivamente em desvantagem. É confrontado pela miúda com o facto de ser um pedófilo e ter de pagar por isso, e nada do que ele faz dá resultado: dialoga, suplica, ameaça, grita, humilha-se, enfurece-se - ela mantém-se imperturbável e vai-lhe explicando com toda a calma do mundo que não adianta ele fazer nada. Ela controla a situação, é inteligente, determinada e tem tudo planeado ao milímetro. Estamos aqui na parte mais conseguida do filme - toda a longa sequência da 'vingança' , moralmente muito ambígua (repare-se que o homem não chegou a fazer nada à miúda, e nega-lhe sempre ser pedófilo, mas é 'torturado' sem apelo nem agravo - e não podemos desvendar mais!), é muito bem feita, um verdadeiro tour de force do realizador David Slade e dos dois actores (Patrick Wilson e Ellen Page), tendo ainda um bom contributo na fotografia asséptica de Jo Willems. Pena é Slade não ter percebido que o seu maior trunfo estava precisamente nesta 'concentração de meios': um cenário (o interior da casa), dois actores, um diálogo cerrado e sem concessões, centrado no que interessa - o jogo psicológico entre os dois protagonistas. Pelo contrário, o realizador (ou o argumentista) resolveu complicar, dando uma importância desmedida à parte menos interessante do argumento (uma paixão nunca resolvida do homem) e embarca num final rocambolesco e com toques simbólicos francamente desnecessários. Não obstante este contra, bem como uns certos tiques nervosos com a câmara (que denunciam a sua formação nos videoclips) e uma escolha infeliz da banda sonora -uma musiquinha com uma batida irritante (é uma pena, mas é raro hoje em dia encontrar uma boa banda sonora) - vale a pena, ainda assim, reter o nome de David Slade. E, acima de tudo, o da magnifica actriz que é Ellen Page.

Hard Candy, E.U.A., 2005; Realização: David Slade. Com: Patrick Wilson, Ellen Page, Sandra Oh.

14.6.06

Gabrielle



'Gabrielle', adaptação de um conto de Joseph Conrad (The Return), é um filme formalmente estranho: por um lado remete para uma peça de teatro - é praticamente todo filmado em interiores (uma casa), em dois ou três cenários (quarto, sala de jantar, salão) e usa e abusa de longos monólogos entoados de um modo algo artificial; por outro lado, utiliza obsessivamente várias técnicas especificamente cinematográficas - passagem recorrente do preto e branco para cores e vice versa, utilização abundante de grandes planos, inscrição de frases no ecrã. O resultado transmite uma sensação de estranheza ao espectador, cortando algo da sua 'suspenção da descrença', mas ao mesmo tempo envolvendo-o numa atmosfera de sumptuosidade que cai bem com a altivez dos seus protagonistas (ia escrevendo actores, em vez de protagonistas). Mais do que de Mankiewickz, lembrei-me (muito) dos últimos filmes de Rohmer.
A história, adaptada de Conrad como já disse, gira à volta do dilema de uma casal da alta burguesia do inicio do século XX: como pode o seu casamento sobreviver depois de um dos seus elementos ter cometido adultério e ter quase abandonado tudo? A questão depressa se transforma em quem ama quem, analisando os dois à lupa os seus sentimentos e motivações, quer em conversas entre eles, quer em monólogos (repare-se na espantosa confissão de Isabel Hupert à criada), resultando numa batalha verbal, psicanalítica e recriminatória, sobre os anos do seu casamento tranquilo e silencioso. No final fica quem queria ir embora, e vai embora quem queria ficar - ou seja, ninguém fica bem. Um duro realismo incrustado na artificialidade dos meios.
Gabrielle, França/Alemanha/Itália, 2005. Realização: Patrice Chéreau. Com: Isabelle Huppert, Pascal Greggory, Claudia Coli, Thierry Hancisse, Chantal Neuwirth, Thierry Fortineau.

4.6.06

Escolha mortal



'Escolha mortal', realizado pelo deconhecido John Hillcoat, mas com argumento assinado por Nick Cave, é um western metafísico e violento passado no deserto australiano. Há decapitações, chicoteamentos, torturas, mas as lacónicas personagens que praticam estes actos (e podem estar de ambos os lados da lei) também são capazes de citar poetas, discorrer sobre a harmonia da natureza ou buscar a redenção. Num filme com vários pontos de interesse (da fotografia ao elenco), o menor não é notar como Nick Cave insere admirávelmente o seu universo 'Antigo Testamento' na tradição cinematográfica do 'western desencantado' que vem de Sam Peckinpah e onde podemos enquadrar também Os três enterros de um homem.
The Proposition, Austrália/Grã-Bretanha, 2005. Realização: John Hillcoat. Com: Winstone, Guy Pearce, Emily Watson, Danny Huston, Tom Budge, Richard Wilson, John Hurt.

30.5.06

A não perder...(2)



Javier Marías explica porque é que não vê frequentemente cinema espanhol: " he comentado aquí alguna vez, no es que yo vea cine español frecuentemente, y la culpa es, en gran medida, del exacerbado patriotismo de nuestra prensa y de nuestros críticos. Hace ya años que decidieron que tenía que haber varias obras maestras nacionales cada temporada, y, en el desconcierto sobre cuáles serían, optaron por ensalzar casi cualquier película. Si uno les hiciera caso, habría en nuestro país unas dosis de talento sólo comparables a las que circulaban por Hollywood en los años cincuenta, cuando allí trabajaban regularmente Hitchcock, John Ford, Billy Wilder, Anthony Mann, Otto Preminger, Joseph Mankiewicz, Huston, Stanley Donen, Minnelli, Fuller, Richard Brooks, McCarey y Orson Welles de tarde en tarde, por mencionar sólo a unos pocos. La realidad es otra, para mi gusto, y la mayoría de las veces en que me animo a ver una supuesta genialidad española, me encuentro con una cosa meramente lánguida, o cursi, o sandia, o pretenciosa, o chorras, o zafia, o bien con una copia de algo mucho mejor hecho hace tiempo y que, con el analfabetismo cinematográfico de las generaciones semijóvenes y la voluntaria desmemoria de las veteranas..."



Algumas reacções (más) da imprensa internacional ao último filme de Pedro Costa, 'Juventude em marcha', apresentado em Cannes - no Ainda não começámos a pensar.

28.5.06

Wassup Rockers — Desafios da Rua



Durante a primeira hora de 'Wassup Rockers' parece-nos estarmos a assistir a um típico 'Larry Clark': acompanhamos um grupo de miúdos (neste caso um grupo de skaters latino-americanos com visual à Ramones) a deambular pelo bairro South Central de Los Angeles, sem grande 'argumento' que não seja vermos o seu dia a dia passado a andar de skate e a arranjar miúdas (principalmente Jonathan, um guatemalteco de 15 anos com grande sucesso nesta área). Até aqui o único factor que nos leva a pensar que este filme pode não ser bem como 'Kids' ou 'Ken Park' ('Bully' é diferente), é um toque de humor que vai aparecendo aqui e ali e que não conheciamos de todo ao realizador. A surpresa está guardada para a segunda parte do filme: Larry Clark leva este 'bando' para Beverly Hills e instala-se no filme um clima de absurdo e mesmo de paródia, totalmente inopinado. Embora a mensagem passada esteja longe de ser original (Hollywood é um mundo superficial e/ou preconceituoso), o efeito não deixa de espantar o espectador, arrancando-lhe algumas gargalhadas inesperadas, nomeadamente em toda a sequência de mortes que vão ocorrendo à revelia da vontade dos protagonistas, qual delas mais insólita e rídicula. Nada que o início do filme e o passado do realizador fizesse prever... Não estando ao nível de 'Bully', a sua obra-prima, 'Wassup Rockers' mostra no entanto que Larry Clark ainda é capaz de nos surpreender depois do pântano em que parecia ter-se atolado com 'Ken Park'.
Wassup Rockers, E.U.A., 2005. Realização: Larry Clark. Com: Jonathan Velasquez, Francisco Pedrasa, Milton Velasquez, Usvaldo Panameno, Eddie Velasquez, Luis Rojas Salgado, Carlos Ramirez, Iris Zelaya, Ashley Maldonado, Laura Cellner, Jessica Steinbaum.

26.5.06

Missão Impossível 3



Um aspecto interessante no franchise 'Missão Impossível' é observar os realizadores escolhidos por Tom Cruise - primeiro Brian de Palma, depois John Woo e agora J.J. Abrams, o criador da série televisiva 'Lost'. Nada de tarefeiros anónimos, portanto, mas antes realizadores com um certo culto à sua volta - vontade de arriscar ou consciência de que é preciso insuflar algo de novo em cada episódio? A questão faz sentido uma vez que aqui, à semelhança do que se passa com os 007, não há uma sequela mas sim um novo episódio completamente independente dos anteriores. M.I.3 podia ter sido M.I.1 e vice-versa sem qualquer tipo de problema. Pode-se encarar assim cada filme como uma variação em volta de um mesmo tema, convidando um realizador-mais-ou-menos-autor a contribuir com a sua versão, desde que cumpra com as regras: só existe uma verdadeira personagem (a de Cruise, claro) e tem que haver muita acção e pirotecnia, se possível ultrapassando o que já foi feito até então. Abrams segue esta cartilha a preceito e leva mesmo a história a cumes de inverosimilhança épicos, tanta é a vontade de enfiar mais um efeito especial bombástico, mais uma proeza física de abismar, mais uma surpresa espectacular - às tantas chega a ser difícil o espectador concentrar-se, tal é a quantidade de informação visual que tem que processar por segundo!
Claro que o fã da série não se preocupa com estas minudências e no fim deste terceiro episódio o seu pensamento é só um : "Mais uma missão cumprida! Que o Senhor dê saúde e vontade a Tom Cruise para a que se segue... "
Mission: Impossible III, E.U.A., 2006. Realização: J. J. Abrams. Com: Tom Cruise, Philip Seymour Hoffman, Ving Rhames, Laurence Fishburne, Billy Crudup, Michelle Monaghan, Jonathan Rhys-Meyers, Keri Russell, Maggie Q.