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5.12.08

Filmes de Novembro

Como é habitual, a seguir listo os filmes que vi ou revi no mês que passou. Classificação de 0 a 10.



Jogo fraudulento, Alfred Hitchcock, 1931 (8)
Holiday, George Cukor, 1938 (10)
Ascenceur pour l’échafaud, Louis Malle, 1958 (8)
Vamo-nos amar, George Cukor, 1960 (10)
Point Blank, John Boorman, 1967 (8)
Um lobisomem Americano em Londres, John Landis, 1981 (8)
Impacto súbito, Clint Eastwood, 1983 (8)
Cotton Club, Francis Ford Coppola, 1984 (8,5)
Caçador branco, coração negro, Clint Eastwood, 1990 (8)
Porco Rosso, H.Miyasaki, 1992 (8,5)
As asas do amor, Iain Softley, 1997 (7)
Undead or Alive, Glasgow Phillips, 2007 (4)
Paris, Cedrique Klapisch, 2008
Em Bruges, Martin McDonagh, 2008
Busca implacável, Pierre Morel, 2008
007 — Quantum of Solace, Marc Forster, 2008
Ensaio sobre a cegueira, Fernando Meirelles, 2008
O corpo da mentira, Ridley Scott, 2008
Wackness - À Deriva, Jonathan Levine, 2008
A turma, Laurent Cantet, 2008

3.12.08

A turma



Apesar de ter gostado bastante dos dois filmes de Laurent Cantet que haviam estreado em Portugal, ‘Recursos humanos’ e 'O emprego do tempo’, foi com alguma relutância que me dispus a ir ver ‘A Turma’. A ‘escola’ ou o ‘sistema de ensino’ está certamente entre os temas à face da terra que menos me interessam e filmes ‘sociológicos’ que pretendem ‘contribuir para o debate’ provocam-me pele de galinha. Mas a verdade, é que como dizia François Bégaudeau, que escreveu o livro em que o filme se baseia e neste se interpreta a si mesmo, é difícil detestar ‘A turma’. Eu vou mesmo mais longe: é difícil, pegue-se por onde se pegar, não gostar deste filme.

Embora eu me identifique infinitamente mais com o professor de informática que na sala dos professores desabafa, desesperado, ‘estou farto de aturar estes anormais’ (os alunos, bem entendido), do que com o simpático, tolerante, super-paciente e por isso mesmo vastas vezes irritante François, a verdade é que tudo bate bem neste filme.

A verdadeira guerrilha que o grupo multi-étnico de adolescentes, mais finos que um coral, movem ao professor, é digna de ser vista e revista. Achando-se cheios de direitos, mas com quase nenhuns deveres, sentem-se à vontade para perguntar ao professor se ele é gay, para lhe dizerem que ele está a implicar com eles só porque os mandou ler um texto, para lhe explicarem que só ‘pães com manteiga’ (i.e. brancos) snobs usam o imperfeito do conjuntivo, por isso não há razão para o aprenderem, para protestarem porque usou o nome 'Bill' num exemplo e não 'Ahmed' ou outro que reflectisse o 'multiculturalismo' da turma, para discutirem em plena aula sobre as selecções de futebol do ‘seu’ país (i.e. Marrocos, o Mali ou outro), etc.,etc. É estarrecedor. E na única ocasião em que o quase-Santo e hiper-paciente François perde a paciência e se excede, eles aproveitam diligentemente o deslize para lhe causarem problemas junto dos colegas (que colaboram alegremente) e da direcção. E o que podem os professores fazer no meio disto tudo? Nada, ou quase nada – podem expulsar o aluno da sua escola, o que fazem a uma dúzia deles por ano.

Ou seja, a extraordinária perseverança e empenho de François, só servem para realçar o enorme falhanço que é a escola (pelo menos uma escola como aquela) hoje em dia. Nem uma pessoa com o seu charme e vocação consegue fazer algo daquele grupo de adolescentes, que já têm os piores defeitos dos pais, que não aceitam a autoridade nem a disciplina, que estão interessados em tudo menos em aprender, muito menos a língua e cultura francesa (a maior parte nem se considera francês). E não deixa de ser irónico que um dos raros exemplos de aproveitamento escolar e bom comportamento, o chinês Wei, esteja em risco de ser devolvido à procedência por os pais não terem os papeis em ordem…

Como retrato da escola, e claro, como retrato da sociedade de que a escola é um microcosmos, este filme é todo um programa, bastante mais pessimista do que a sua aparente descontracção e humor (um milagre) podem fazer supor.

François Bégaudeau, que foi crítico de cinema, queixava-se numa entrevista que 90% das análises ao filme eram ‘sociológicas’, não cinematográficas, mas isso é inevitável numa ficção tão ancorada na realidade. Mas fazendo-lhe a vontade, diga-se que o trabalho de Cantet é extraordinário: todas, mas todas as personagens são absolutamente credíveis, o ambiente da sala de aula é absolutamente realista e quase parece que o realizador se limitou a pôr uma câmara escondida algures e registar o que se passava… Maior elogio à mise en scéne é difícil fazer.

Tal como no caso de ‘O segredo de um Cuscus’, outro filme francês, temos aqui um magnífico exemplo de grande cinema popular (mais de um milhão de espectadores em França).

Entre les Murs, França, 2008. Realização: Laurent Cantet. Com: François Bégaudeau, Lucie Landrevie, Agame Malembo-Emene, Rabah Naït Oufella, Carl Nanor, Esméralda Ouertani, Burak Özyilmaz, Eva Paradiso, Rachel Régulier, Angélica Sancio, Samantha Soupirot, Boubacar Touré, Justine Wu, Atouma Dioumassy, Nitany Gueyes.

Dardos

Um agradecimento rápido ao Cinema Notebook, ao Cesto da Gávea e ao Gonçalo, aka Gonn 1000, por terem referido aqui o tasco nas suas listas dos Prémios Dardos, que andam a correr pela blogosfera.

1.12.08

Wackness - À Deriva



Luke Shapiro, que está a acabar o liceu e é um pequeno passador de droga, tem dificuldade em arranjar namoradas e pensa demasiado nas coisas: vê sempre o ‘lado complicado’ das situações em vez de se ‘deixar ir’, como lhe diz uma rapariga.
O Dr. Squires é um excêntrico psiquiatra, que aceita mal o facto de estar a envelhecer: o seu casamento com uma mulher mais jovem está em ponto morto e ele sente inclusive ciúmes dos rapazes que andam com a sua enteada. O seu meio de combater a depressão é encharcar-se em drogas, aceitando que Luke, seu paciente, lhe pague em ‘produto’.

Entre estas duas almas à deriva na Nova Iorque dos anos 90, que Giuliani quer ‘limpar’, cria-se uma estranha amizade (ou algo que o valha) que serve de motor a este filme.

'Wackness - À Deriva ' tem um ritmo próprio, a que podemos demorar algum tempo a aderir, mas tem uma série de virtudes que geralmente associamos ao agora mal afamado ‘cinema independente’: argumento inteligente (simultaneamente sobre a chegada à idade adulta e sobre o deixar de ser jovem, com as complicações amorosas/sexuais no centro, num tom não exactamente optimista mas sempre com humor - qualidade que redime muita coisa), diálogos impecáveis, câmara próxima das personagens (e uma excelente fotografia, em tons sépia, de Petra Korner ), banda sonora bem esgalhada (com o Hip hop a liderar) e um muito sólido conjunto de actores, com destaque para o diálogo que se estabelece entre o jovem Josh Peck e o veterano Ben Kingsley, que tem aqui o seu melhor papel em anos.

The Wackness, E.U.A., 2008. Realização: Jonathan Levine. Com: Josh Peck, Ben Kingsley, Olivia Thirlby, Famke Janssen, Mary-Kate Olsen.

28.11.08

58



Fazendo contas, Henry Chancellor notou que Bond se deitou com 14 mulheres nos livros que Fleming escreveu, contra 58 nos filmes (...)

José António Barreiros in '00Fleming - Ensaio sobre a imortalidade', livro assaz estranho na sua concepção, mas ainda assim bastante interessante, onde o autor tenta provar que há bastante substância nos livros de Fleming, mas que os filmes com 'o seu harém de espampanantes Bondgirls deram causa a um naufrágio literário'.

22.11.08

O Corpo da mentira



‘O corpo da mentira’ é mais um filme que se encaixa na categoria ‘guerra contra o terrorismo’.
Leonardo di Caprio é um agente da CIA no Médio Oriente, movendo-se entre o Iraque, o Dubai, a Jordânia e outros países da zona que albergam radicais islâmicos. Ele é inteligente, eficaz e duro q.b., mas tem um certo espírito de missão, uma certa crença em fazer as coisas da melhor maneira possível (isto é, prejudicando o menor numero de pessoas possível), que o distingue do seu cínico e pragmático chefe que está em Washington (um belo papel de Russell Crowe) ou do seu aliado de circunstância, o frio e elegante chefe dos serviços secretos jordanos.

‘O corpo da mentira’ oscila entre o thriller político e o filme de acção, e dá-nos uma perspectiva menos esquemática do que o habitual dos grupos locais da Al Qaeda, das dificuldades dos agentes da CIA no terreno, meras peças de uma engrenagem tortuosa e esguia, e da capacidade embasbacante da panfernália tecnológica americana – Crowe no seu gabinete, segue num ecrã todos os passos do seu agente nos desertos árabes (mais uma ideia roubada ao filme mais pilhado dos últimos tempos - ‘The Bourne Ultimatum’).

Ridley Scott dirige a fita com mão segura, e quem não pedir mais do que duas horas de entretenimento sólido, não se poderá queixar muito. Já quem esteja farto de ver sempre a mesma coisa e exija dum filme um módico de originalidade e fulgor estético, terá que procurar noutro lado. Que este nem aquece nem arrefece.

Body Of Lies, E.U.A., 2008. Realização: Ridley Scott. Com: Leonardo DiCaprio, Russell Crowe, Mark Strong, Golshifteh Farahani, Oscar Isaac, Ali Suliman.

21.11.08

Notas breves #2



Jogo fraudulento
É um dos primeiros filmes sonoros de Hitchcock e algo atípico no seu universo. Baseado numa peça de John Galsworthy, anda à volta de uma disputa de terras entre uma família aristocrata e um novo-rico, que acaba em tragédia. Era dos filmes de que Hitch menos se orgulhava, mas a verdade é que a mise en scene é primorosa e nos agarra por completo. Nem a mocinha (Phyllis Konstam) a representar como se ainda estivesse no tempo do mudo lhe retira o brilho.
The Skin Game, Alfred Hitchcock, 1931 (8/10)

Undead or Alive
Por incrível que pareça ao comum dos mortais, continua a haver um mercado florescente de filmes de zombies. Embora raramente cheguem às nossas salas, há duas hipóteses de chegar ao seu contacto: em festivais especializados (este ano em Sitges assisti mesmo a uma maratona zombie, que começou à 1 da matina e, entre curtas e longas, acabou depois do nascer dos sol - eu aterrei lá para as 5) ou procurar naqueles caixotes nos hipermercados com dvds ao preço da uva mijona.
Este 'Undead or Alive' é uma auto denominada zombedie (uma comédia zombie) e ainda um western (esse sim, um género moribundo). Ou seja, faz parte dum subgénero muito vulgar que é a comédia mais ou menos idiota feita por tuta e meia. Esta destaca-se apenas por uma originalidade do argumento: os zombies foram criados… pelo chefe Índio Jerónimo! Esta verdadeiramente não lembrava nem a um careca. Só aconselhável aos mais fanáticos de entre os fanáticos do género.
Undead or Alive, Glasgow Phillips, 2007 (4/10)

A irmã da minha noiva
Dois anos antes do sucesso de ‘The Philadelphia Story/Casamento escandaloso’, o mesmo quarteto responsável (realizador Cukor, argumentista Ogden Stewart adaptando Philip Barry, estrelas Grant e Hepburn) experimentou com este ‘Holiday/A irmã da minha noiva’ um grande fiasco, que muito contribuiu para o rótulo de box-office poison se colar a Katherine Hepburn. Mas, uma vez mais, o público é que estava errado. ‘Holiday’ é um filme infinitamente inteligente e divertido, uma obra-prima absoluta da Screwball Comedy, esse género que se encontra – nunca é demais lamentá-lo – mais que morto e enterrado.
Holiday, George Cukor, 1938 (10/10)

Vamo-nos amar
Outro Cukor pouco citado, excepto pelo romance extra-tela que proporcionou entre os seus protagonistas – Marylin Monroe e Yves Montand, nada mais, nada menos. Mas não se deixe o leitor enganar: é um Cukor vintage, e tem a que é por muitos considerada a melhor performance de Marylin no cinema, no seu penúltimo filme, aos trinta e três anos, dois antes da sua morte.
Let’s Make Love, George Cukor, 1960 (10/10)

18.11.08

Ensaio sobre a cegueira



Nunca li ‘Ensaio sobre a cegueira’, mas como qualquer pessoa que já tenha lido algo de Saramago, percebo a dificuldade de adaptar ao cinema um escritor com um estilo tão vincado.

O enredo, sobre uma epidemia que começa a cegar toda a gente, pode ser lido como uma metáfora de uma data de coisas. Mas isso fica mais para o final do filme. Até lá, este tem uma espécie de primeira parte, que ocupa a maior parte da fita, e que se passa num antigo hospício onde os afectados pela cegueira são postos em quarentena pelo governo.

Aqui, o argumento não se distingue muito do de uma data de filmes de suspense/terror/catástrofe, em que um grupo confinado a um espaço limitado, sujeito a uma ameaça, em vez de cooperar para se tentar salvar, rapidamente se desmorona, vindo ao de cima tudo o que de pior há no homem: o egoísmo, a ganância, a inveja, a irracionalidade. O facto de estarem cegos pouco importa neste contexto: a natureza humana é sempre a mesma.

Na minha opinião, o filme aguenta-se bem nesta parte, transmitindo com força este ambiente hostil, degradado, sujo, inumano. Julianne Moore suporta bem a parte de leão que lhe calha e Ruffalo e Bernal não deslustram.

Os problemas chegam quando o grupo sai para a rua. Nesta última meia hora há uma série de opções do realizador que me parecem bastante questionáveis, desde a banda sonora a algumas cenas ‘etéreas’, que transmitem um ambiente assim para o lamechas e pegajoso, que ‘fecha’ mal a metáfora e destrói alguma da tensão que o filme tinha indubitavelmente conseguido criar até aí.

Penso que terão sido estas e outras opções do realizador (como as ‘manchas brancas’, que não me parecem funcionar mal, apesar de não ‘marcarem’) que criaram tantos anticorpos ao filme, mas também me parece que a colecção de bolas pretas que tem coleccionado em muito lado se deve a alguma má vontade generalizada, como a que aconteceu em relação a ‘Babel’, por exemplo. Achei o virtuosismo de Meirelles bem mais irritante em ‘Cidade de Deus’ do que aqui, em que me parece que apesar de tudo se sentiu mais ‘amarrado’ ao texto de Saramago.

Blindness, Canadá/Brasil/Japão, 2008. Realização: Fernando Meirelles. Com: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Yusuke Iseya, Yoshino Kimura, Gael García Bernal, Don McKellar, Maury Chaykin, Mitchell Nye, Danny Glover, Scott Anderson, Sandra Oh.

15.11.08

Busca implacável



Bryan (nunca saberemos o sobrenome de ninguém neste filme) é um ex-agente dos serviços especiais americanos que se preocupa excessivamente com a filha adolescente (que vive com a mãe e o novo e milionário marido desta). Quando ela lhe pede para ir passar umas férias a Paris com uma amiga ele fica relutante, mas acaba por concordar. Mas os seus maus pressentimentos estavam certos, e ela mal chega é raptada. Brian mexe uns cordelinhos, e a partir de algo que ela lhe conseguiu dizer, rapidamente descobre que a rapariga foi levada por uma rede albanesa de tráfico de mulheres. Mete-se então num avião e vai a Paris procurá-la.

Os seus contactos disseram-lhe que tem 96 horas para a encontrar antes que o seu rasto se perca e ele não perde tempo, usando todos - mas mesmo todos - os meios para o conseguir.

À semelhança da sua principal personagem (o excelente Liam Neeson num papel a la Eastwood), ‘Busca implacável’ é um thriller sóbrio, negro e eficaz. Não obstante a brutalidade dos meios empregues e a verdadeira carnificina que é perpetrada, tudo é mais entrevisto do que exposto, não havendo qualquer plano gratuito ou supérfluo. Tudo aqui é conciso, despachado e profissional.

Mesmo tendo alguns buracos no argumento (toda a gente fala inglês em Paris...) e diversos momentos bastante inverosímeis, ‘Busca implacável’ é um excelente thriller muito, mas mesmo muito, acima do que para aí anda.

Taken, França, 2008. Realização: Pierre Morel. Com: Liam Neeson, Maggie Grace, Famke Janssen, Xander Berkeley, Holly Valance, Katie Cassidy, Olivier Rabourdin.

14.11.08

Notas breves #1



Ascenseur pour l'échafaud
Louis Malle tinha apenas 25 anos (e somente a co-direcção com Jacques-Yves Cousteau dum documentário deste no curriculum), quando realizou esta estilizada versão dos noir americanos. Costumam ser elencadas as suas seguintes várias virtudes, com que eu concordo em absoluto: uma bela Jeanne Moreau no papel de uma - apesar de tudo - simpática femme fatale, um dominar impecável das regras do género, uma espantosa fotografia de Henri Decae e uma soberba banda sonora de Miles Davis (na primeira e das raras vezes em que compôs para cinema). Acrescente-se um engenhoso argumento (o protagonista passa quase todo o tempo preso num elevador) e temos um muito interessante filme deste contemporâneo - mas não companheiro - da Nouvelle Vague, que hoje em dia porventura só é recordado por um filme: o autobiográfico ‘Au revoir les enfants’.
Ascenseur pour l'échafaud, Louis Malle, 1958 (8/10)

Um lobisomem Americano em Londres
Dois jovens americanos de mochila às costas passeiam-se pela Inglaterra profunda até que vão dar a um bar chamado ‘The Slaughtered Lamb’! Desconfiam um pouco dos seus antipáticos clientes, mas não seguem o seu conselho: não atravessar as charnecas. E aí começam os seus problemas, ao serem atacados por... adivinhem... um lobisomem. Claro que ninguém acredita nisso, mas um dos rapazes, que viu o clássico ‘The Wolf Man’ com Lon Chaney Jr., percebe logo o que lhes aconteceu.
Algum suspense e muito humor, que inclui umas fantásticas cenas passadas com um disparatado filme porno em fundo (chamado ‘See You Next Wednesday’) tornaram – justamente –este filme um fenómeno de culto.
An American Werewolf in London, John Landis, 1981 (8/10)

Caçador branco, coração negro
Um realizador com uma persona bigger than life (personagem baseada em John Huston, interpretada por Eastwood himself), vai para África realizar um filme, mas só está interessado em caçar um elefante.
‘Caçador branco, coração negro’, que começa em tom ligeiro e acaba em tom trágico, é uma subtil meditação sobre Hollywood e mais uma data de coisas. Um belo Eastwood pré-canonização.
White Hunter, Black Heart, Clint Eastwood, 1990 (8/10)

As asas do amor
Uma realização algo convencional, mas que sabe transmitir toda a força do romance de Henry James. E como penso que este não está traduzido em português, esta é uma boa maneira de o conhecer. Além de que dá direito a uma extraordinária interpretação de Helena Bonham Carter.
The Wings of the Dove, Iain Softley, 1997 (7/10)