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6.5.10

Qual é o melhor filme de Hitch?

Deixe a sua opinião na sondagem aqui ao lado. Começo eu: voto em Intriga Internacional!

5.5.10

Scorsese's 11 Scariest Horror Movies of All Time


Martin Scorsese elege os seus 11 filmes de terror mais assustadores. Em primeiro lugar está o clássico 'The Haunting', de Robert Wise, e em décimo esta pérola. Uma lista a não perder, ou não fosse Marty um cinéfilo de primeira apanha.

(descoberto via coisas do arco da velha)

4.5.10

Soul Kitchen


‘Soul Kitchen’ é um filme em crescendo. Não parece prometer muito de início, mas pouco a pouco vai-se enchendo de vida, de cores, de música, à medida que se vão sucedendo mil peripécias na vida de Zinos Kazantsakis, um jovem greco-alemão proprietário de um restaurante em Hamburgo (o excelente Adam Bousdoukos, também co-argumentista do filme com o realizador).

O imaginativo e vibrante genérico final, exemplifica bem o espirito deste despretensioso, divertido e algo melancólico feel good movie.

Ainda não foi desta que Fatih Akin realizou o grande filme de que parece ser capaz, mas continua a manter a bitola a bom nível.

Soul Kitchen, Alemanha, 2009. Realização: Fatih Akin. Com: Adam Bousdouks, Moritz Bleibtreu, Birol Ünel, Anna Bederke, Pheline Roggan.

3.5.10

Greenberg


É bom habitar no universo do cinema independente americano. Qualquer deprimido, a braços com um desgosto amoroso, uma deriva emocional, ou a passar por uma qualquer crise, tem um remédio santo para a maleita: mete-se num avião e vai passar uma temporada à terra natal. Aí, é certo e sabido, encontra uma loirinha gira, compreensiva e terna, que fará tudo para lhe consolar as mágoas. Quanto mais alto ele gritar que só quer estar sozinho, mais carinhosamente ela o tomará nos seus braços. Resumindo, o homem ultrapassa a crise e encontra a mulher da sua vida.

Com mais variação, menos variação, este argumento já foi tantas vezes à tela que merece ser considerado um subgénero próprio do cinema indie dos States. Algo como os "filmes da loirinha redentora".

Aqui o deprimido é um Ben Stiller neurótico, à Woody Allen, a passar por uma crise dos 40 especialmente aguda e a loirinha de serviço (Greta Gerwig) é a empregada do seu irmão de sucesso, que lhe emprestou a casa de LA, onde Stiller/Greenberg regressa ao fim de largos anos em NY, reencontrando os amigos de juventude.

Como seria de esperar de um argumento de Noah Baumbach (escrito em pareceria com a sua mulher Jennifer Jason Leigh) os diálogos são inteligentes e tem uma mão cheia de boas deixas (como a melancólica "a juventude é um desperdício nos jovens") mas, por vezes - como nas cartas de reclamação que Greenberg escreve obsessivamente - nota-se demasiadamente a mão do argumentista. De resto, os actores cumprem na perfeição, e o tom geral é de elegante savoir faire.

Mas, lá está, no final não podemos deixar de sentir que é mais do mesmo - os tais filmes da loirinha redentora. Não são só os blockbusters que às tantas parecem todos iguais...

Greenberg, E.U.A., 2010. Realização: Noah Baumbach. Com: Ben Stiller, Greta Gerwig, Jennifer Jason Leigh, Rhys Ifans, Juno Temple, Dave Franco, Chris Messina.

2.5.10

Filmes de Abril

Como é habitual, a seguir listo os filmes que vi ou revi no mês que passou. Classificação de 0 a 5 estrelas.


****1/2
Jules e Jim, François Truffaut, 1959
Disparem sobre o pianista, François Truffaut, 1960
Blade Runner, Ridley Scott, 1982
Tokyo-Ga, Wim Wenders, 1985

****
As ervas daninhas, Alain Resnais, 2009

***1/2
The Yakuza, Sidney Pollack, 1974

***
José Cardoso Pires - Diário de bordo, Manuel Mozos, 1998
Thirst - Este é o meu sangue, Park Chan-wook, 2009
De Paris com amor, Pierre Morel, 2010

*
Um cidadão exemplar, F.Gary Gray, 2009

29.4.10

10 filmes a que gosto de voltar

A propósito de uma conversa sobre o prazer de rever filmes (uma actividade intrigante para muito boa gente), uma amiga desafiou-me a listar 10 filmes a que eu volte de vez em quando, "que não sejam clássicos!"

Percebi a ideia. Referia-se, por um lado, a filmes mais recentes; mas não só: também a filmes que podemos nem considerar que sejam obras-primas, mas a que por um motivo ou por outro nos afeiçoamos, e a que gostamos de regressar.

Como eu gosto de desafios e, ainda mais de listas, cá vão, sem pensar muito, 10 filmes, que não são clássicos, mas que não ganham pó na minha dvdteca. Penso que cumpri as regras: 8 são dos anos '00 (e nenhum está no top que fiz destes anos),  1 dos anos 90, e 1 dos anos 80.
 
 
 
O Americano tranquilo, Phillip Noyce, 2002
Bela adaptação de um dos livros da minha vida. Michael Caine é o Thomas Fowler definitivo.

2 dias em Paris, Julie Delpy, 2007
O terceiro episódio, não oficial, da vida de Celine (Julie Delpy), depois de ‘Before Sunrise’ e Before Sunset’. Aqui chama-se Marion e não Celine, mas isso é um pormenor.

Broken Flowers, Jim Jarmush, 2005
Serei provavelmente o único jarmushiano a ter este filme como preferido do realizador. Não é um filme perfeito, demora um bocado a arrancar e tem um final meio trôpego. Mas enquanto Murray anda on the road é um magnífico retrato da América - da América de Carver mas não só - tirado no feminino. E que grupo de actores...

Insónia, Christopher Nolan, 2002
Sempre tive um certo fascínio pelo Alasca. Devido àquela paisagem e àquela ideia de que as pessoas vão para lá iniciar outra vida, pareceu-me sempre que era o cenário indicado para westerns, policiais ou noirs - ou seja, aqueles géneros em que o ambiente conta tanto como o argumento. Nolan teve a mesma ideia (tirada do filme homónimo de Erik Skjoldbjærg , de que este é um remake) e assina o seu melhor filme até à data. Al Pacino e Hillary Swank são os cowboys de serviço, Robin Williams o vilão.

Roger Dodger, Dylan Kidd, 2002
Uma mais que cínica visão das batalhas entre sexos, que proporciona uma interpretação do outro mundo a Campbell Scott.

A trilogia Bourne (The Bourne Identity, Doug Liman, 2002; The Bourne Supremacy, Paul Greengrass, 2004; The Bourne Ultimatum, Paul Greengrass, 2007)
Já achei que o segundo episódio não estava à altura, já defendi que o terceiro era o melhor de longe, até que percebi que é um daqueles raros exemplos em que vale a pena falar do conjunto. Jason Bourne é mesmo o herói do século XXI.

O ano do dragão, Michael Cimino, 1985
Esta incursão de Mickey Rourke na Chinatown nova iorquina, primeiro filme de Cimino depois de o flop de 'Heaven’s Gate' lhe ter dado cabo da carreira, é um excelente thriller, violento, repleto de acção, cínico, politicamente incorrecto. E só por Rourke já valia a pena.

O feitiço do tempo, Harold Ramis, 1993
A minha comédia romântica preferida. Mais um filme com uma personagem mais que cínica. Mais um filme com Bill Murray.

28.4.10

I have a dream


O meu sonho é fazer deste blog uma versão cibernauta deste (excelente e viciante) livro. Amanhã cá estará mais uma listinha.

27.4.10

Os melhores filmes vencedores do Óscar

A Liga dos Blogs Cinematográficos vai eleger os melhores filmes entre os vencedores do ‘Óscar para melhor filme’. Para isso cada membro vota (nota um 1a 10) nos filmes vencedores, desde 1927 a 2006 (a partir daí os filmes já foram votados nos rankings mensais da Liga).

Ao contrário da maioria dos meus confrades, eu acabei por só conseguir votar em cerca de um terço dos filmes. Por um lado, como nunca liguei muito aos Óscares, há uma grande quantidade de fitas que não vi, nomeadamente vencedores recentes ('Titanic', 'Chicago', 'Uma mente brilhante', 'Shakespeare in Love'…); por outro lado, há mais de uma dúzia de que não me lembro suficientemente bem para dar uma nota honesta e conscientemente (desde clássicos como 'Ben Hur' ou 'E tudo o vento levou', a filmes mais recentes como 'Amadeus' ou 'Laços de ternura').

No magnífico ensaio ‘Como falar dos livros que não lemos’, Pierre Bayard classifica os livros em várias categorias, sendo uma delas 'Livro Esquecido' (LO), sendo que estes são ainda classificados  pelo autor, quando se refere a um deles, com a seguinte simbologia: LO ++ (opinião muito positiva), LO+ (opinião positiva), LO- (opinião negativa) e LO-- (opinião muito negativa).

Estendendo esta categorização aos filmes, aos ‘filmes esquecidos’ não atribui nota, mesmo que tenha uma opinião (de muito negativa a muito positiva) da maior parte deles.


Posto isto, cá vão então aqueles em que votei (títulos brasileiros! nos casos mais enigmáticos acrescentei o título original ou o de Portugal):

NADA DE NOVO NO FRONT, Lewis Milestone (8)

ACONTECEU NAQUELA NOITE, Frank Capra (9,5)

COMO ERA VERDE O MEU VALE , John Ford (8)

CASABLANCA, Michael Curtiz (9,5)

A LUZ É PARA TODOS, Elia Kazan (8)

A GRANDE ILUSÃO (All the King's Men), Robert Rossen (8,5)

A MALVADA (All About Eve) , Joseph L. Mankiewicz (9)

A UM PASSO DA ETERNIDADE, Fred Zinnemann (9)

SINDICATO DE LADRÕES (Há lodo no cais), Elia Kazan (10)

SE MEU APARTAMENTO FALASSE (O apartamento), Billy Wilder (10)

LAWRENCE DA ARÁBIA, David Lean (10)

A NOVIÇA REBELDE (Música no coração), Robert Wise (6)

PERDIDOS NA NOITE (Midnight Cowboy), John Schlesinger (9)

CONEXÃO FRANÇA, William Friedkin (8)

O PODEROSO CHEFÃO (O Padrinho), Francis Ford Coppola (10)

O PODEROSO CHEFÃO II, Francis Ford Coppola (10)

ROCKY, UM LUTADOR, John G. Avildsen (4)

NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA (Annie Hall), Woody Allen (9)

O FRANCO-AITRADOR (O Caçador), Michael Cimino (10)

ENTRE DOIS AMORES (África minha), Sydney Pollack (7,5)

O ÚLTIMO IMPERADOR, Bernardo Bertolucci (7)

RAIN MAN, Barry Levinson (5)

O SILÊNCIO DOS INOCENTES, Jonathan Demme (9)

OS IMPERDOÁVEIS, Clint Eastwood (10)

A LISTA DE SCHINDLER, Steven Spielberg (8,5)

O PACIENTE INGLÊS, Anthony Minghella (7,5)

BELEZA AMERICANA, Sam Mendes (8)

GLADIADOR, Ridley Scott (7,5)

O SENHOR DOS ANÉIS: O RETORNO DO REI, Peter Jackson (7,5)

MENINA DE OURO (Million Dollar Baby), Clint Eastwood (9)

CRASH - NO LIMITE, Paul Haggis (4)

22.4.10

Um cidadão exemplar


Este é um daqueles filmes que vive de um argumento espertinho e supostamente engenhoso. Como é que o vilão consegue, estando encarcerado na solitária de uma prisão, aterrorizar uma cidade com uma série de crimes espectaculares?

O pior é que -como acontece em tantos filmes de 'argumento espertinho' - quando o espectador a meio se cansa da coisa por manifesto desinteresse da mesma, não tem praticamente mais nada a que se agarrar.

Jamie Foxx, a star de serviço, tem carisma suficiente para manter a fita minimamente suportável, mas tudo o resto luta denodadamente para não se distinguir do restante lixo que é despejado semanalmente nas salas: o vilão, um insosso Gerard Butler, é um chato Professor Pardal no género revoltado contra o sistema, a milhas dum elegantemente pérfido Hannibal Lecter, por exemplo; a realização é bocejante e banal (quando começa a mostrar grandes planos insistentes de uma personagem, já sabemos que é a próxima a quinar); e o tal argumento vai perdendo o gás rapidamente, com soluções dignas dum livro dos Cinco e um final tão surpreendente como o de uma telenovela Brasileira.

Resumindo: cinco euros deitados ao lixo - e cinco euros são mil escudos na moeda antiga, como diria o inefável Rui Oliveira e Costa.

Law Abiding Citizen, E.U.A., 2009. Realização: F. Gary Gray. Com: Jamie Foxx, Gerard Butler, Colm Meaney, Bruce McGill, Leslie Bibb, Michael Irby, Regina Hall, Viola Davis, Gregory Itzin, Annie Corley.

21.4.10

52


Andie MacDowell  faz hoje 52 anos. Cinquenta e dois. 'Quatro casamentos e um funeral' foi há 16 anos, 'Short Cuts' e 'O Feitiço do tempo' há 17, 'Sexo, mentiras e vídeo' há 21. Estou a ficar velho.