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17.9.10
Até ao inferno
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A premissa deste filme não podia ser mais actual: Christine (Alison Lohman) é uma bancária que recusa o prolongamento de um empréstimo a uma cigana e assim o banco hipoteca-lhe a casa. Christine até é boa rapariga e quer ajudar a velhinha, mas o “sistema” só olha para números (e ela está pressionada para obter um lugar de vice-directora) e não lhe deixa outra opção. Quem não gosta nada da decisão é a cigana, que amaldiçoa a pobre rapariga.
A partir daqui Sam Raimi maneja, se não com muita originalidade, com eficácia q.b., todos os códigos do filme de terror espírito série B, dando-nos duas mãos cheias de cenas aterrorizadoras, uma mão, digamos que ainda com os dedos quase todos, de cenas verdadeiramente nojentas, e não esquece ainda uma pitada de humor (negro).
Um regresso correcto de Raimi aos velhos tempos de ‘The Evil Dead’, depois ter andado a ganhar a vida com o franshising ‘Homem Aranha’.
15.9.10
Gigante
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Um calmeirão metaleiro mas tranquilo, que à noite faz uma perninha como segurança numa disco e é guarda num supermercado de dia, apaixona-se por uma empregada de limpeza deste, que observa pelas câmaras de vigilância.
‘Gigante’ é um filme melancólico, compacto, bem filmado, com uma grande interpretação minimal de Horacio Camandule, e que parece saber sempre muito bem para onde vai. É um filme muito simpático (e não se veja aqui aquela carga caritativa por vezes associada a esta expressão) e um belo cartão de visita de uma cinematografia rara por cá (a uruguaia).
Gigante, Uruguai/Argentina/Alemanha/Espanha, 2009. Realização: Adrián Biniez. Com: Horacio Camandule, Leonor Svarcas, Federico García, Fernando Alonso, Diego Artucio.
14.9.10
Sondagem encerrada: Qual é o melhor filme de Scorsese?
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Sem surpresa, o mais que icónico 'Taxi Driver' (1976) merceu a larga preferência dos leitores deste blog, com 43% dos votos. 'Tudo bom rapazes' teve 12% dos votos, 'Casino' e o 'Touro enraivecido' obtiveram 10%.
'O Rei da Comédia' (5%), 'The Departed' e 'Mean Streets' (2% cada) também foram votados, ao contrário de 'A idade da inocência' que ficou em branco. Destacar ainda que 12% dos votantes preferiram a opção 'outro'. Esta foi a sondagem mais participada de sempre.
13.9.10
10.9.10
Vencer
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Ida Dalser apaixonou-se pelo jovem e bem parecido revolucionário Benito Mussolini (Filippo Timi). Envolveu-se com ele (e talvez tenham casado) e tiveram um filho; só tarde demais ela soube não era a única mulher da sua vida.
Ela está obcecada por ele, vende tudo o que tem para o apoiar na fundação de um jornal que difundisse as suas ideias socialistas da altura, mas ele é frio, distante, e quando ela lhe ‘exige’ que lhe declare que a ama, ele fá-lo…em alemão.
Quanto mais o Duce avança na 'carreira política', mais Ida se torna incómoda. Ela nunca aceita que ele a deixe para trás e insiste que é a sua legitima mulher (quando ele oficialmente está casado com outra), caminho que a levará ao internamento num hospital psiquiátrico.
Bellocchio filma sumptuosamente a história verídica de Ida Dalser, alternando aos tons operáticos com que nos dá o drama pessoal, imagens da época que registam o intrincado momento histórico porque passava Itália (e a Europa). Uma combinação feliz, que resulta num filme impecável.
O único pecado que lhe poderemos apontar é um excesso de 'formalismo', que se o torna um regalo para a vista (e os ouvidos), também lhe retira - como diria Jorge Leitão Ramos! - alguma capacidade de nos emocionar.
Vincere, Itália/França, 2009. Realização: Marco Bellocchio. Com: Giovanna Mezzogiorno, Filippo Timi, Corrado Invernizzi, Fausto Russo Alesi, Michela Cescon, Pier Giorgio Bellocchio, Paolo Pierobon.
8.9.10
Qual é o melhor filme de Scorsese?
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Qual é o seu filme preferido de Martin Scorsese? Deixe a sua opinião aqui ao lado! Começo eu: voto em Casino.
(Obs.: Como se pode constatar, 'Mean Streets' está mal escrito. Mas depois de iniciada a votação, o blogger não permite alterações. My apologies...)
(Obs.: Como se pode constatar, 'Mean Streets' está mal escrito. Mas depois de iniciada a votação, o blogger não permite alterações. My apologies...)
6.9.10
Um homem singular
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Pouco a pouco continuo a pôr em dia a agenda cinematográfica, vendo uma série de filmes que me escaparam na estreia. Deste, basicamente, tinha ouvido dois tipos de opinião de amigos: dos que o acharam uma obra-prima e dos que o acharam um spot publicitário de duas horas. Eu, munido de um saudável preconceito, inclinava-me a priori para a segunda, pelo simples facto de a realização ser de um estilista (ou costureiro, ou lá como é que se diz).
E, de início, o guarda-roupa imaculado, a fotografia estilizada, e dois ou três grandes planos ao ralenti até pareciam confirmar esta estética a la anúncio publicitário ou à vídeoclip (águas perigosas: o único realizador de cinema que conheço que se move bem nelas é Wong-Kar Wai).
Mas os meus piores medos não se confirmaram. Não só Tom Ford não se excede, como tem, de facto, um controlo rigoroso da mise-en-scène. E, factor decisivo, uma grande interpretação de Colin Firth faz efectivamente a sua personagem ser mais do que um excelente corte de cabelo e uns irrepreensíveis fato e gravata. O seu alheamento do mundo depois da morte do seu amado, o seu sentimento irreparável de perda, transpira para o espectador na proporção inversa da sua contenção (da personagem e do actor).
Talvez o contexto em que a história decorre não seja suficientemente explicitado (temos só a visão da personagem de Julianne Moore para isso), talvez o filme seja sempre demasiado “bonitinho”, ou “limpinho” (essa sensação nunca me largou totalmente), não atingindo – para o bem ou para o mal – a carga de um Tod Haynes, por exemplo, mas é indubitavelmente uma estreia marcante e Ford um nome a reter também por razões cinematográficas.
A Single Man, E.U.A., 2009. Realização: Tom Ford. Com: Colin Firth, Julianne Moore, Nicholas Hoult, Matthew Goode, Jon Kortajarena.
1.9.10
Grande Cartaz
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COMPETIÇÃO
Black Swan, Darren Aronofsky (US)
Somewhere, Sofia Coppola (US)
Promises Written in Water, Vincent Gallo (US)
13 Assassins, Takashi Miike (Japan, UK)
Potiche, François Ozon (France)
Road to Nowhere, Monte Hellman (US)
Venus Noir, Abdellatif Kechiche (France)
Norwegian Wood, Tran Anh Hung (Japan)








