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30.12.10
2010 - Blogs
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Eis os meus bloggers do ano:
Cinema: Paulo Ferrero
Cinema & etc.: Ricardo Gross
Vasto Mundo: Luis M. Jorge
Whatever: maradona
29.12.10
Fevereiro
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Andrei Ujica
David O. Russell
Irmãos Coen
Sofia Coppola
Debra Granik
Olivier Assayas
Darren Aronofsky
David O. Russell
Irmãos Coen
Sofia Coppola
Debra Granik
Olivier Assayas
28.12.10
You Will Meet a Tall Dark Stranger
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Freida Pinto e Josh Brolin
Se o IMDB não me falha, desde 1981 que temos sido brindados com (pelo menos) um filme por ano de Mr.Woody Allen. O filme da colheita de 2010 chama-se ‘You Will Meet a Tall Dark Stranger’ e infelizmente, ao contrário do que é habitual, (ainda) não estreou nas salas portuguesas.
‘You Will…’ é um Woody em piloto automático, mas um Woody em piloto automático nunca é menos que bom.
Os ingredientes são os mesmos de sempre: casais, reviravoltas do destino, diálogos apurados, grandes actores. E se a moral varia um pouco, o cinismo de WA continua em grande: o moralmente reprovável Roy (Josh Brolin) parece não ter direito ao happy end de Judah Rosenthal (‘Crimes e escapadelas’) ou Chris Wilton (‘Match Point’), mas em compensação a personagem a quem a vida acaba por correr melhor (e que encontra o tal 'Tall Dark Stranger') é uma velhinha simpática mas pateta, que guia a sua vida cegamente pelo que lhe indica uma vidente charlatã (passe o pleonasmo).
O Woody anual continua a não desiludir: mesmo quando não é de topo, como é o caso, tem a dose suficiente de inteligência e savoir-faire para saciar os fãs. Agora só falta estrear por cá. Este e o de 2011, que já está em fase de pós-produção.
You Will Meet a Tall Dark Stranger, E.U.A., Espanha, 2010. Realização: Woody Allen. Com: Gemma Jones, Anthony Hopkins, Naomi Watts, Josh Brolin, Freida Pinto, Antonio Banderas, Lucy Punch.
24.12.10
Hiperdulia
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Conheci a rapariga com quem viria a casar depois de encontrar um bilhete dela na casa do porteiro, em Billiol, a protestar contra a minha inexactidão ao escrever, numa crítica cinematográfica, sobre a "veneração" que os católicos romanos tinham à Virgem Maria, quando devia ter usado o termo "hiperdulia". Fiquei interessado por ver que alguém levava tão a sério estas subtis distinções de uma teologia inacreditável, e assim nos conhecemos.
Graham Geene, Uma espécie de vida - Autobiografia (Livros do Brasil, 2004)
23.12.10
RED - Perigosos
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Vá-se lá saber porquê, pareceu-me que este RED seria um bom filme natalício e, já que me escapara nas salas, toca a vê-lo no aconchego do lar.
O filme insere-se no género thriller-cómico-razoavelmente-palerma e, mesmo cumprindo os mínimos, há que dizer que podia ser bem mais divertido e - algo de que há um défice gritante na actual Hollywood - imaginativo.
No fundo serve apenas para provar pela enésima vez que Bruce Willis - que comanda uma brigada do reumático de peso (John Malkovich, Helen Mirren, Morgan Freeman, Brian Cox, Richard Dreyfuss - a que se junta a sempre luminosa Mary-Louise Parker) continua imbatível neste género, sem sucessor à altura.
RED, E.U.A., 2010. Realização: Robert Schwentke. Com: Bruce Willis, Mary-Louise Parker, John Malkovich, Helen Mirren, Karl Urban, Morgan Freeman, Rebecca Pidgeon.
20.12.10
15.12.10
Top 10 - 2010
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1.
A dança – Le Ballet de l`Opéra de Paris, Frederick Wiseman
2.
Cópia certificada, Abbas Kiarostami
3.
Polícia sem lei, Werner Herzog
4.
O escritor fantasma, Roman Polanski
5.
As ervas daninhas, Alain Resnais
6.
Eu sou o amor, Luca Guadagnino
7.
Meu filho, olha o que fizeste!, Werner Herzog
8.
Presente de morte, Richard Kelly
9.
Shirin, Abbas Kiarostami
10.
Shutter Island, Martin Scorsese
9.12.10
Cela 211
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Um dia antes de entrar ao serviço, Juan vai até à prisão onde iria ser guarda prisional, para começar a conhecer os cantos à casa. E eis que rebenta um motim e devido a uma série de azares Juan fica do lado de dentro das grades, tendo que se fazer passar por um vulgar prisioneiro para se safar.
'Cela 211' é uma curiosa variação do 'filme de prisão': mantendo as coordenadas do género (denunciar as más condições dos detidos, jogar com as tensões entre detidos e guardas, mas também entre detidos, explorando este microcosmos violento e com regras próprias) tem também uma discreta mas forte componente politica. É que os reféns que os detidos usam para negociar com as autoridades são outros detidos, mas com uma peculiaridade: são membros da ETA - e é impressionante ver o trabalho a que se dá o governo, envolvendo-se directamente nas negociações, para que nada aconteça aos etarras, o que poderia criar embaraços políticos, nomeadamente com as autoridades bascas. Em duas pinceladas é-nos dado um excelente retrato do peso que a questão basca tem na sociedade espanhola.
Até ao minuto 78 'Cela 211' é um filme magnífico, que mantém o espectador sob tensão como há muito não se via. Uma realização ágil e imaginativa (mas não exibicionista) e dois grandes actores, criam um ambiente permanente de claustrofobia e alta voltagem. Mas, nesse minuto, que despoleta a revolta de Juan e determina definitivamente a sua transformação (e talvez seja este o principal tema do filme: como circunstâncias extremas podem alterar a natureza humana), há na minha opinião uma incongruência grave do argumento [atenção, spoiler: se quiser passe ao parágrafo seguinte]: é quando comunicam a Juan que a sua mulher morreu, sendo que o guarda que provocou a sua morte está dentro do recinto dos revoltosos. Parece-me muito pouco crível que isto fosse possível, mesmo nas circunstâncias apresentadas no filme (Juan está a pressionar fortemente os negociadores para falar com a mulher).
Talvez por a 'suspensão da descrença' estar algo abalada, nos momentos seguintes pareceu-me que o filme tremeu um pouco: o discurso de Juan perante o enviado do governo parece algo inflamado e demagógico de mais, mas ainda assim pode-se justificar com o estado alterado em que ele se encontra.
Felizmente após este desequilíbrio momentâneo Daniel Monzón rapidamente retoma as rédeas e o filme acaba como merecia: sem concessões. Tudo ponderado, é uma muito boa surpresa.
Celda 211, Espanha/França, 2010. Realização: Daniel Monzón. Com: Luis Tosar, Alberto Ammann, Antonio Resines, Manuel Morón, Carlos Bardem, Marta Etura, Luis Zahera.
6.12.10
O Americano
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Pode um filme passado numa terrinha italiana bela como só as terrinhas italianas o podem ser, com o actor mais cool da actualidade, com uma actriz com a sensualidade de Violante Placido e um argumento que se insere na nobre linhagem do 'assassino contratado solitário e lacónico, com pinta para dar e vender' ser tão aborrecido quanto previsível? Pode. Amaldiçoemos Mr.Corbjin pelo facto.
The American, E.U.A., 2010. Realização: Anton Corbjin. Com: George Clooney, Violante Placido, Thekla Reuten, Paolo Bonacelli, Johan Leysen, Filippo Timi, Irina Björklund.

















