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22.6.11
Matar para viver
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20.6.11
14.6.11
100 filmes para acabar de ver filmes (99)
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allen douglas
Largar o vício do cinema mas sem ressaca, com a ajuda do especialista do Duelo ao Sol que patrocina amavelmente esta reabilitação, e que corre o risco mais do que certo de uma quebra do rigor e da qualidade habitual deste blog, é o que esta série de críticas a 100 filmes se propõe. 100 filmes que não são os filmes da vida, principalmente porque ainda não os vi, mas como o livro "Como falar dos filmes que não viu" ainda não foi escrito, vou ter que os espreitar antes de voltar a ser a pessoa normal que aplaudiu de pé no cine-teatro da Régua a cena do Rocky IV, em que Sylvester Stallone enfia duas galhetas no Russo. Começo com um filme que passou no crivo apertado do critério: "Vai-se lá saber porquê que seleccionei isto":"Era uma Vez um Rapaz", é um romance de sucesso de Nick Hornby (o mesmo que escreveu Alta Fidelidade, Uma outra educação, 31 Canções - que comprei numa feira do livro por 2 euros e que descreve canções que o marcaram, mas que nunca li porque para ficarem com uma ideia, tem lá músicas como "Samba Pa Ti" do Santana, "Mamma you been On My Mind" do Rod Stewart ou "I'm Like a Bird" da Nelly Furtado, está certo que também tem lá músicas do Bob Dylan ou do Rufus Wainwright e é por isso que ainda o guardo na estante para impressionar alguma neo hippie jeitosa que um dia destes aterre aqui em casa. Também escreveu um outro livro sobre os jogos do Arsenal a que assistia com o pai - este deve ser bom.
O filme é com Hugh Grant a fazer mais uma vez o papel de Hugh Grant: olhos tristes, egocêntricoo, imaturo e desligado, que se cruza com um miúdo, filho desajustado de uma neo hippie jeitosa (Tony Collette - aí está a razão pela qual convém ter o 31 Canções na estante). O miúdo vítima de bullying e da mãe carinhosa mas destrambelhada encontra no personagem de Hugh Grant uma figura paternal desajeitada mas com um bom coração lá no fundo (bem lá no fundo). O personagem de Hugh Grant encontra no miúdo um meio para se fazer passar por pai solteiro e conhecer mães solteiras que ainda joguem com o baralho completo (para desgosto do miúdo). No final, o personagem de Hugh Grant é libertado de uma vida vazia, de ócio, prazer e sexo furtuito para se entregar a uma vida de compromisso, partilha e consciência social. Este twist final desloca o filme da prateleira das comédias competentes com happy endings e coloca-o ao nível do Shining.
About A Boy, U.K., 2002. Realização: Chris Weitz, Paul Weitz. Com: Hugh Grant, Nicholas Hoult, Toni Collette.
100 filmes para acabar de ver filmes
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13.6.11
7.6.11
A árvore da vida
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O início de 'A árvore da vida' pareceu-me um '2001' de 2ª categoria. Depois, bom, depois pareceu-me que o filme não tinha personagens de carne e osso. E nem é só Sean Penn , que de facto não existe, são todas as outras, pouco mais que lugares comuns: o pai autoritário que persegue e falha o sonho americano (Brad Pitt sempre com ar de pacóvio), o filho revoltado (e o miúdo é fantástico), a mãe aluada (a muito bela Jessica Chastain). E não é a insistência em pôr banalidades a serem - sempre - sussurradas, com música clássica em fundo, e sobre grandes planos, que dá profundidade à coisa.
'A árvore da vida' pareceu-me alternadamente fastidioso, pedante e irritante. E a parte final, estilo New Age, a que só faltam as pan pipes, pareceu-me mesmo pavorosa (Aronofsky foi crucificado por menos aquando de 'The Fountain', mas Malick tem outro estatuto perante a generalidade da crítica). Definitivamente, este cinema não é para mim.
The Tree of Life, E.U.A., 2011. Realização: Terence Malick. Com: Brad Pitt, Jessica Chastain, Sean Penn, Dalip Singh, Joanna Going, Tye Sheridan.
2.6.11
Os filmes de Cannes
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A árvore da vida já está aí, mas há mais:
Gamin au Vélo, dos irmãos Dardenne e Once Upon a Time in Anatolia, de Nuri Bilge Ceylan (Grande Prémio do Juri ex-aequo), Melancholia, de Lars Von Trier ( prémio de Melhor Actriz para Kirsten Dunst), Elena, de Andrei Zvyagintsev (Prémio Especial do Júri Un Certain Regard ), L’Apollonide: souvenirs de la maison close, de Bertrand Bonello e Pater, realizado por Alain Cavalier têm estreia assegurada através da Clap Filmes.
Habemus Papam de Nanni Moretti, Poliss, de Maïwenn (Prémio do Júri) e Le Havre, de Aki Kaurismäki, (Prémio Fipresci – Prémio da Crítica Internacional) estrearão através da Midas Filmes.
Faço figas para que estreiem também Drive de Nicolas Winding Refn (Prémio de melhor realização) e, claro, o último Woody.
31.5.11
24.5.11
Alucinação
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'Kaboom' é uma espécie de mistura entre 'Shortbus' (há bastante sexo, homo e heterossexual), 'Donnie Darko' (profecias de fim de mundo, visões) e 'Scream' (adolescentes, mascarados), embrulhada num argumento inverosímil sobre seitas e o holocausto nuclear, com piscadelas de olho várias (há uma Lorelei, mas também umas misteriosas gémeas Rebecca e Madeleine...Novak), e em que a fronteira entre sonho e realidade está sempre esbatida (o tradutor português resolveu mesmo chamar ao filme 'Alucinação'!) .
'Kaboom' ora é terno, ora é angustiante, ora é intrigante, ora é desconexo, mas Gregg Araki (realizador do muito bom Mysterious Skin) nunca o deixa descambar e mantém sempre um reconfortante ar de 'ovni indie', para o que também contribuem a bela banda sonora (que inclui o habitual colaborador Robin 'Cocteau Twins' Guthrie) e a simpática duração de 86 minutos.
Kaboom, França, 2010. Realização: Gregg Araki. Com: Thomas Dekker, Haley Bennett, Chris Zylka, Roxane Mesquida, Juno Temple, Andy Fischer-Price, Kelly Lynch









