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13.10.11
26.9.11
Meia-Noite em Paris
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Eu sei que a ideia de Woody Allen era mesmo simplificar: mostrar uma Paris de postal, idealizada, de sonho, o mais contrastante possível com os States. Mas o problema é que nada neste filme de fantasia ganha espessura, e não há uma única personagem de carne e osso, nem nas ‘actuais’, nem nas ‘históricas’ (Hemingway é mesmo caricaturizado até ao ridículo). E, embora Allen não saiba escrever maus diálogos, a verdade é que aqui são menos memoráveis do que o habitual, e mais do que uma sensação de ‘leveza’ deliberada que sentimos em alguns dos seus filmes, aqui pareceu-me que faltava mesmo alguma coisa.
Se é certo que o Allen touch não se perdeu de todo e estão presentes em ‘Meia-noite em Paris’ algumas das suas imagens de marca (uma das características perenes dos seus filmes que mais me encanta é a capacidade dos seus idiossincráticos avatares – aqui Owen Wilson – arranjarem belas mulheres), não posso deixar de pensar que não obstante este ser um dos filmes de maior sucesso comercial nos 45 anos de carreira do realizador, é também um filme menoríssimo na sua (grandiosa) obra.
Midnight in Paris, Espanha/E.U.A., 2011. Realização: Woody Allen. Com: Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Carla Bruni, Kathy Bates, Léa Seydoux.
12.9.11
Colombiana
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Fosse o assassino 'justiceiro' deste filme protagonizado por um qualquer Jason Statham e o filme não valeria um chavo. Sendo-o por Zoe Saldana, enfim, como o dizer, continua a não valer um chavo, mas... percebem onde eu quero chegar.
Colombiana, E.U.A./França, 2011. Realização: Olivier Megaton. Com: Zoe Saldana.
25.8.11
Cowboys & Aliens
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Eis a última ideia genial que saiu dos crânios de Hollywood: juntar cowboys e aliens. Dito de outra maneira: fazer um filme de cóbóis em que os inimigos não são peles-vermelhas mas sim E.T.s (peles-cinzentas, no caso); ou, se o caro leitor preferir, um filme de ficção cientifica em que os malévolos extra-terrestres aterram no velho Oeste.
O resultado, previsivelmente, é desastroso. Como sci-fi fica infinitamente aquém de qualquer série Z de há 40 anos; como western está tão, mas tão afogado em clichés desde os primeiros minutos, que não há Daniel Craig (que poderia ser um digno sucessor de Eastwood à frente da câmara), nem plano das belas paisagens de Plaza Blanca (mas que falta me fez um ecrã maior que o dos shoppings) que o salve da ruína.
E assim vai Hollywood: infantilizada, sem memória, sem aprender nada, sem respeitar os seus géneros clássicos. Patética. Triste. Deprimente.
Cowboys & Aliens, E.U.A., 2011. Realização: Jon Favreau. Com: Daniel Craig, Harrison Ford, Olivia Wilde, Sam Rockwell, Clancy Brown, Adam Beach, Paul Dano, Keith Carradine.
24.8.11
Submarino
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Mas, de resto, diga-se que o filme é mais convencional do que um filme de Anderson, desde logo no argumento, que mantém sempre o nosso interesse, mas não foge muito às habituais histórias 'Coming of age' - o primeiro amor, a descoberta do sexo, as crises familiares: em suma, é bastante mais terra-a-terra do que algo saído da cabeça de Mr.Anderson (e definitivamente quem a fez deitou a receita fora).
Quanto à realização também tem algo de andersoniano, mas peca por, de tanto querer procurar o melhor plano, o enquadramento mais bonito, o tom mais elegante, por vezes não evitar cair nalguma estética 'videoclip', de dar demasiadamente nas vistas.
Mas talvez sejam pecadilhos de primeira obra, até porque Richard Ayoade consegue, quando quer, emocionar-nos, e o filme tem meia dúzia de planos que ficam, nomeadamente o final, que cita enviesada mas explicitamente 'Os 400 golpes'. E como não gostar de um filme que começa a homenagear Wes Anderson e acaba a lembrar-se (e a lembrar-nos) assim deTruffaut?
Submarine, Reino Unido, E.U.A., 2010. Realização: Richard Ayoade. Com: Noah Taylor, Paddy Considine, Craig Roberts, Yasmin Paige, Sally Hawkins. [A estreia de Submarino por cá já esteve agendada para dia 1 de Setembro; entretanto passou para dia 29. A ver vamos...]
23.8.11
17.8.11
Super 8
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Mas talvez tenha sido essa vontade de Abrams de fazer um filme 'à moda antiga' em tempos de Super-heróis em 3D, ainda por cima pondo como protagonistas uns jovenzinhos que estão eles próprios a rodar um filme (de zombies!), que levou tanto crítico parcimonioso a pôr esta fita nos píncaros. A mim não me aborreceu excessivamente, mas daí a ser um 'Conta comigo' vai uma distância daqui a Marte.
Super 8, E.U.A., 2011. Realização: J.J. Abrams. Com: Joel Courtney, Elle Fanning, Kyle Chandler, Riley Griffiths, Ryan Lee, Gabriel Basso, Zach Mills, Ron Eldard.
1.8.11
Férias
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A propósito de uma recente votação ("Ranking Especial de Alfred Hitchcock") da Liga dos Blogs Cinematográficos, verifiquei que estava apto a votar em 36 filmes do mestre. A maior parte deles foi por mim descoberta numa colecção que saiu em VHS, nos quiosques, há uns bons anos, e que me levou bastante tempo a repor (parcialmente) em DVD.
Pus-me a pensar que Hitch é inegavelmente o realizador de que vi mais filmes - o que não será de admirar tendo em conta que: 1) Realizou uma catrefada deles (cinquenta e poucos, incluindo os mudos) ; 2) Grande parte deles estão acessíveis em DVD; 3) É o meu realizador preferido.
E o caro leitor, qual é o realizador de quem viu mais filmes?
25.7.11
Gianni e as mulheres
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‘Gianni e as mulheres’ vê-se como uma continuação de ‘Almoço de 15 de Agosto’, não obstante Gianni, a persona que o realizador criou no filme anterior, nos aparecer casado e com uma filha.
Mas agora, além de continuar a ser atormentado pela sua formidável mãe, Gianni tem outra inquietação: para lá dos omnipresentes velhos com que se cruza, está também rodeado de belas e jovens mulheres por todo o lado (a vizinha de baixo, a enfermeira que cuida da mãe, umas gémeas clientes do seu amigo advogado, etc., etc.), mas elas vêm-no apenas como um avozinho, não como um homem desejável. Gianni está em plena crise dos 60: é invisível para as mulheres, não compreende os mais novos (a começar pela sua filha e o palerma do namorado), nem os novos tempos (uma ex quer que ele cozinhe sem azeite nem cebola).
À semelhança de Gianni também este filme é, de certa forma, um filme fora de moda. É um filme caloroso, de um realizador que filma o seu bairro, a sua família, as suas peripécias mais ou menos cómicas, mais ou menos patéticas. Que nos faz lembrar que este tipo de cinema quase desapareceu: um cinema despretensioso, simples, popular - e inteligente, cómico, pertinente, próximo. É o tipo de filme que me reconforta: por muito que me digam que é 'coisa do passado', a sua simples existência dá-me alguma esperança para o futuro.
Gianni e le Donne, Itália, 2011. Realização: Gianni Di Gregorio. Com: Gianni Di Gregorio, Valeria De Franciscis, Alfonso Santagata, Elisabetta Piccolomini, Valeria Cavalli.








