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29.1.13

Django libertado

 
Que outro realizador, depois de ter feito explodir os Nazis em Paris, poderia fazer explodir ainda mais violentamente os esclavagistas no Mississipi pré-guerra civil, num filme tão sanguinolento quanto divertido, tão fantasioso quanto brutal, que consegue o feito de simultaneamente ser um campeão de bilheteiras e sacar 5 estrelinhas do Vasco Câmara? E estamos a falar de um filme que, sendo muitíssimo bom, eu nem poria no topo da obra deste realizador. O Tarantino é o maior.
 
Django Unchained, E.U.A., 2013. Realização: Quentin Tarantino. Com: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Kerry Washington, Samuel L. Jackson.

21.1.13

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19.1.13

Notas breves #6

 
O legado de Bourne
Tomara a equipa do Sporting ter a regularidade da saga Bourne: nem a troca de realizador (Tony Gilroy é o terceiro homem atrás das câmaras em 4 filmes), nem a ausência de ‘material de base’ (Robert Ludlum só escreveu 3 romances com Bourne… ), nem mesmo a debandada do protagonista  (Matt Damon abandonou o barco e entrou Jeremy Renner) abalaram seriamente a qualidade média da coisa.  

O ‘Legado Bourne’ não chegará ao nível dos episódios anteriores, mas é ainda um thriller bastante competente e que proporciona 2 horas de acção bastante razoável. Claro que tem um trunfo com que Godinho Lopes não pode nem sonhar (Rachel Weiz), mas ainda assim é um bom exemplo de estabilidade na mudança, que bem poderia servir de exemplo para os lados de Alvalade.

The Bourne Legacy, Tony Gilroy, 2012

Arbitrage - A fraude
Se Richard Gere está longe de ser o melhor actor do mundo, em compensação Tim Roth e Susan Sarandon estão lá perto; se o  argumento de 'Arbitrage' está longe de ser muito original (entre outras coisas, lembrei-me logo da 'Fogueira das vaidades'...), ainda assim o realizador Nicholas Jarecki defende-o com bravura. Ou seja: vale a pena ver este 'Arbitrage'. Não está ao nível do muito bom 'Margin Call', mas é mais uma bicada que Hollywood dá em Wall Street.

Arbitrage, Nicholas Jarecki, 2012

3
Ela é jornalista, opinativa, com uma personalidade forte (grande papel de Sophie Rois); ele tem uma empresa ligada às artes, é mais discreto, frágil, e combate com sucesso um cancro. Eles estão juntos à 20 anos, e resolvem casar-se. E ela arranja um amante; e ele arranja um amante. Que é a mesma pessoa, um cientista, especialista em fertilização. O muito irregular Tom Tykwer filma com vagar e frieza nórdica estas relações cruzadas numa Berlim gélida e cosmopolita, e não obstante um final algo decepcionante, proporciona-nos um filme melancólico e interessante, seguramente o seu melhor desde 'Corre, Lola corre'.

3, Tom Tykwer, 2010

15.1.13

Nagisa Oshima (1932-2013)


Obituário no Público.

13.1.13

Entre irmãs

 
O argumento deste filme é uma versão algo arrevesada do filme da loirinha redentora. Aqui o protagonista não regressa à terrinha natal mas vai para uma casa isolada numa ilhota, e há duas loirinhas ao barulho. Mas a ideia é a mesma: um fulano que está a ter um mau ano isola-se na parvónia e cai-lhe uma miúda em cima. Nada de muito original, portanto.
 
Posto isto, diga-se que a fita até se aguenta. Nem sempre é credível - qualquer pessoa que já se tenha emborrachado em companhia de alguém torcerá o nariz à clareza dos diálogos na cena da bebedeira de tequila - e tem mesmo um happy end atroz.  Mas a verdade é que a realizadora e argumentista Lynn Shelton consegue manter-nos interessados na coisa, no que certamente terá algum mérito, mas para o que conta com o contributo decisivo do seu trio de actores, especialmente das suas belas actrizes, a doce Emily Blunt e a frágil mas luminosa Rosemarie Dewitt. São elas que resgatam o filme da nossa indiferença.
 
Your Sister`s Sister, E.U.A., 2012. Realização: Lynn Shelton. Com: Emily Blunt, Mark Duplass, Rosemarie DeWitt.

5.1.13

Notas breves #5


Killer Joe
O filme que mais dificuldade tive em classificar no passado ano.  É assim uma espécie de cruzamento entre Tenessee Williams e 'The Killer Inside Me'. Mas se é muito impressivo (certamente não deixará nenhum espectador indiferente), também não me convenceu inteiramente: nem a sua composição deliberadamente teatral (adivinha-se que é baseado numa peça), nem o seu final aberto, nem mesmo a actuação de Matthew McConaughey, a que me pareceu faltar carisma para uma personagem destas.
Killer Joe, William Friedkin, 2011

Holly Motors
O Ovni do ano. Há muito tempo que não via um filme baralhar tanto as expectativas do espectador.
Holly Motors, Leo Carax, 2012

Bellamy
Não gostei tanto do último Chabrol como gostaria de ter gostado. Mas é ainda assim um bom thriller, que proporcionou um encontro in extremis entre o mestre e o agora muito nas bocas do mundo Depardieu.
Bellamy, Claude Chabrol, 2009

César deve morrer
Tinha tudo para ser um grande filme, mas falta-lhe algo. Nunca chegamos nem a principiar a conhecer aqueles presidiários que se prestaram a ser actores de Shakespeare.
Cesare deve morire, Paolo Taviani e Vittorio Taviani, 2012.

Taken - A vingança
Hora e meia de entretenimento razoável, mas a milhas do primeiro 'Taken'. Olivier Megaton, que substitui Pierre Morel atrás da câmara, não escapa à maldição das sequelas.
Taken 2, Olivier Megaton, 2012

As voltas da vida
Um filme muito, muito previsível que vale apenas por nos trazer de volta o Clint Eastwood resmungão e irascível que andava desaparecido desde 'Gran Torino'. Lamentavelmente Robert Lorenz é um realizador banal e nem de longe consegue fazer os milagres de Clint, que é capaz de pegar num argumento cheio de clichés ('Million Dollar Baby') e transformá-lo num grande filme.
Trouble With the Curve, Robert Lorenz, 2012

26.12.12

2012

 
 
 
 

3.12.12

2 Dias em Nova Iorque

 
Não tenho conta no facebook, mas se tivesse eis o que diria sobre este filme:

21.11.12

007 - Skyfall

 
 
Uma crítica de LMO em que este '007' era comparado ao 'Batman' de Nolan, de que não gostei nada, tinha-me deixado com uma pulga atrás da orelha. Mas sem razão. Mais do que uma 'humanização' de Bond (e tornar os super-heróis - Bond anda lá perto - mais humanos é uma praga do cinema actual) vi aqui uma nostalgia à Stalone, um 'dantes quando só tínhamos os punhos como armas é que era bom'. E claro que o vilão cibernético tinha que ser morto à facada (com o Rambo ainda apanhava uma carga de porrada primeiro).

Resumidamente: simpatizei com o argumento. E o resto também é bom: boas cenas de acção, como a inicial (se bem que depois dos 'Bourne' já não há muito para inventar em termos de perseguições e uso das 'novas tecnologias'), boas Bond Girls (Naomie Harris para continuar), bons cenários (Istambul, Xangai, Macau), bons actores (Craig continua a convencer), um vilão aceitável (Sam Mendes tentou destronar o incrível penteado de Bardem' em 'Este país não é para velhos' - e não ficou longe de o conseguir).

Cinquenta anos depois o franshise está em boa forma.

Skyfall, E.U.A., 2012. Realização: Sam Mendes. Com: Daniel Craig, Javier Bardem, Judi Dench, Naomie Harris, Bérénice Marlohe, Ben Whishaw, Helen McCrory, Ralph Fiennes, Albert Finney.

8.11.12

Drácula 3D de Dario Argento