Quando num momento de grande ansiedade (neste caso durante a invasão por manifestantes locais da embaixada americana em Teerão) uma personagem se vira para outra e declara 'I love you', sabemos: a) que estamos num filme americano; b) que não vamos ser poupados aos lugares comuns.
Ou seja: gostei bem mais da realização de 'Argo', que mantém o espectador sob uma tensão constante como num bom thriller (espectacularmente Affleck nem nomeado foi neste campo), do que do argumento, taão americano ou, se preferirem, taão hollywoodiano (que consequentemente levou o respectivo Oscar).
Resumindo: havia filmes bem melhores a concorrer ao Oscar de melhor do ano (desde logo o Django), mas também é verdade que já houve fitas bem piores a levar a estatueta para casa.







