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27.2.13
25.2.13
Argo
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Quando num momento de grande ansiedade (neste caso durante a invasão por manifestantes locais da embaixada americana em Teerão) uma personagem se vira para outra e declara 'I love you', sabemos: a) que estamos num filme americano; b) que não vamos ser poupados aos lugares comuns.
Ou seja: gostei bem mais da realização de 'Argo', que mantém o espectador sob uma tensão constante como num bom thriller (espectacularmente Affleck nem nomeado foi neste campo), do que do argumento, taão americano ou, se preferirem, taão hollywoodiano (que consequentemente levou o respectivo Oscar).
Resumindo: havia filmes bem melhores a concorrer ao Oscar de melhor do ano (desde logo o Django), mas também é verdade que já houve fitas bem piores a levar a estatueta para casa.
20.2.13
Bestas do sul selvagem
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'Bestas do sul selvagem' é uma estranha mistura entre o filme da criança prodígio tão ao gosto de Hollywood e o filme independente com garra, com ganas, que vive dos actores, da sua relação com a câmara, da vontade de filmar do realizador (lembrei-me algo arrevesadamente do 'Go Get Some Rosemary').
Que Quvenzhané Wallis seja a mais jovem protagonista de sempre a ser nomeada para os Oscares atesta bem o sucesso da sua primeira faceta (pessoalmente daria todos os prémios a Dwight Henry, que encarna uma personagem fantástica), mas tudo somado há que reconhecer que Behn Zeitlin é realizador e que este é um filme que vale a pena ver.
19.2.13
A Descida - Parte 2
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Posto isto, diga-se que também não é uma desgraça. Do original, o realizador Jon Harris (o responsável pela montagem do filme anterior, que que se estreia aqui na realização) retém um saudável espírito série B (talvez um pouco excessivo - até os actores me pareceram fracotes!) e, exceptuando duas ou três incursões piadéticas escusadas, mantém um nível de tensão razoável e dá-nos mesmo uma cena muito boa - em que uma das personagens, para se salvar, tem que cortar o braço de outra à machadada, o que lhe demora uma eternidade, provando a conhecida máxima hitchcockiana de que dá um trabalhão matar alguém. Consegue, ainda, um final surpreendente.
Concluindo: quem se abster de o ver, não perde nada, na verdade; mas quem o fizer, não corre grande risco de se aborrecer excessivamente.
Obs.: Este post foi aqui publicado originalmente no dia 28.02.2010, depois de ter visto o filme no Fantasporto. Só demorou 3 anos a chegar às salas...
Obs.: Este post foi aqui publicado originalmente no dia 28.02.2010, depois de ter visto o filme no Fantasporto. Só demorou 3 anos a chegar às salas...
The Descent: Part 2, Grã-Bretanha, 2009. Realização: Jon Harris. Com: Shauna Macdonald, Natalie Jackson Mendoza, Krysten Cummings, Gavan O'Herlihy, Joshua Dallas.
17.2.13
00:30 A Hora Negra
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O que mais me surpreendeu e agradou neste filme foi o seu tom sóbrio, tendo em conta o tema que é tratado. Mesmo quando a personagem de Jessica Chastain começa a ficar mais histericamente hollyoodiana (aquela ideia irritante de escrever os dias passados no vidro do gabinete do chefe), rapidamente é relegada para um plano secundário.
Tivemos sorte em ter uma realizadora tão competente como Kathryn Bigelow a contar-nos esta história.
14.2.13
O Mentor
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Cinco notas sobre 'The Master':
1. Joaquin Phoenix é um génio.
2. P.T.Anderson provavelmente também é um génio.
3. Achei o filme muito bom: basta a personagem de Joaquin Phoenix, a interpretação estarrecedora de Joaquin Phoenix.
4. Não obstante os pontos anteriores, não consegui, nem de longe, aderir completamente ao filme. Não percebi bem o que P.T.Anderson pretendia com a personagem de Seymour Hoffman (outro actor monumental. Aproveite-se o parêntesis para notar como a Academia subtilmente notou que não obstante ele ter praticamente tanto tempo de cena como Joaquin Phoenix, não é a personagem que mais interessa ao realizador - relegando-o para a disputa do Oscar para actor secundário). Tudo o que tem a ver com a 'Causa' e tudo o que tem a ver com a relação Hoffman/Phoenix me passou um bom bocado ao lado.
5. Resumidamente: partilho todas as perplexidades expressas por Roger Ebert na sua crítica, nomeadamente a primeira ('It has two performances of Oscar caliber, but do they connect?') e a última 'But what does it intend to communicate?'. Sim, que raio pretende P.T.Anderson transmitir-nos com este filme?
13.2.13
Hitchcock
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Hitch tem uma figura conhecidíssima e portanto não é fácil o espectador engolir que aquele senhor que aparece no ecrã carregado de próteses e com uma voz esquisita é o mestre. Helen Mirren, que tem o outro papel principal, não tem essa desvantagem (pouco gente conhecerá Alma, Mrs.Hitchcock) e por isso a sua personagem é bastante mais credível. Quanto a Scarlett Johansson, que poderia sofrer do mesmo problema, tem um papel tão pequeno que a questão nem se chega a pôr (e é pena: Scarlett parece ter presença suficiente para compor uma boa Janet Leigh. Uma estrela a representar outra estrela pode funcionar). De Jessica Biel (Vera Miles) e James D`Arcy (fisicamente muito parecido com Anthony Perkins) nem vale a pena falar: os seu papéis são praticamente inexistentes.
Posto isto o cinéfilo hitchcockiano (passe o pleonasmo) verá sem enfado mas dificilmente com entusiasmo este quase telefilme sobre a génese e filmagem de Psycho, baseado no livro clássico do luso-descendente Stephen Rebello.
Hitchcock, E.U.A., 2013. Realização: Sacha Gervasi. Com: Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlett Johansson, Toni Collette, Danny Huston, Jessica Biel, Michael Stuhlbarg, James D`Arcy
Hitchcock, E.U.A., 2013. Realização: Sacha Gervasi. Com: Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlett Johansson, Toni Collette, Danny Huston, Jessica Biel, Michael Stuhlbarg, James D`Arcy
10.2.13
Mistérios de Lisboa é o filme do ano para a Liga
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Os restantes finalistas eram 'Drive', 'Holly Motors' (que teve o meu voto), 'A Separação' e 'Hugo'.
29.1.13
Django libertado
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Que outro realizador, depois de ter feito explodir os Nazis em Paris, poderia fazer explodir ainda mais violentamente os esclavagistas no Mississipi pré-guerra civil, num filme tão sanguinolento quanto divertido, tão fantasioso quanto brutal, que consegue o feito de simultaneamente ser um campeão de bilheteiras e sacar 5 estrelinhas do Vasco Câmara? E estamos a falar de um filme que, sendo muitíssimo bom, eu nem poria no topo da obra deste realizador. O Tarantino é o maior.
Django Unchained, E.U.A., 2013. Realização: Quentin Tarantino. Com: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Kerry Washington, Samuel L. Jackson.






