Recent Posts

18.12.13

...


É um dos favoritos da crítica este ano - primeiro no top dos Cahiers, desde logo. Eu não iria tão longe, mas tem indubitavelmente um certo je ne sais quoi...

15.12.13

Peter O' Toole (1932-2013)



Obituário no Público.

9.12.13

2013

1.


2.

3.

18.11.13

Surpreendente


13.11.13

The Pervert's Guide To Ideology















8.11.13

...

Henry olha fixamente para Margaret com um estranho brilho nos olhos. Ao longe ribombam os trovões. Douglas Sirk mexe-se silenciosamente no seu túmulo enquanto cada um deles dá um passo em direcção ao outro e caem na cama. Mais tarde, só a lua ilumina a cena.

Do guião de 'Contratei um assassino', de Aki Kaurismaki.

27.10.13

Lou Reed (1942-2013)


Um quarteto único


Ora aqui está o filme de 'Argumento & Actores' do ano, bem realizado e melhor interpretado, melancólico e com um toque woodyalleniano. Um filme para maiores de 40.

15.10.13

Gravidade


'Gravidade' tem, quanto a mim, três méritos: 1) prova que, de facto, o 3D pode ter alguma utilidade; 2) que é possível aturar sem enfado Sandra Bullock durante uma hora e meia; 3) que os blockbusters não têm que ser uma seca.

Já não é pouco. Mas daí a ser comparado ao '2001'...

10.10.13

Hannah Arendt


'Hannah Arendt' é um biopic sólido que se centra quase exclusivamente no período da vida em que a pensadora judia cobriu o famoso julgamento de Adolf Eichmann em Israel, e dos posteriores artigos que escreveu para a New Yorker, em que estabeleceu o polémico (então como agora) conceito da 'banalidade do mal'. O incrível contraste entre a mediocridade do homem que estava a ser julgado e a monstruosidade dos seus crimes surpreendeu fortemente Arendt, que viu nele um burocrata acrítico que seguiu cegamente as ordens de Hitler, como teria seguido as de outro líder qualquer.

Esta opinião de Arendt é altamente discutível, mas o que verdadeiramente enfureceu a comunidade judaica, israelita e americana, foi a acusação feita pela escritora aos lideres judaicos que na sua opinião cooperaram com os nazis na organização do extermínio da sua comunidade. Isto ninguém lhe perdoou e custou-lhe amizades, ameaças de expulsão da universidade e enxurradas de cartas indignadas ou insultuosas de judeus de toda a parte. O seu mais antigo e dilecto amigo corta então relações com ela dizendo-lhe que "renega a discipula preferida de Heidegger" (breves flashbacks ao longo do filme estabelecem a sua ligação de juventude com ele).

Margarethe Von Trotta capta bem a personalidade teimosa mas também corajosa e justa de Arendt (muito bem representada por Barbara Sukowa), e dá-nos um retrato nítido da enorme hostilidade de que foi vitima devido às suas opiniões.

O filme não escapa totalmente à maldição de que padecem todos os biopics - a de se assemelharem a um telefilme -  mas merece, sem dúvida,  ser visto.