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3.4.14

Dirty Harry - Os 5 filmes

"Go ahead, make may day". Se alguém não reconhecer esta frase, então pode deitar fora o seu cartão de cinéfilo.
Don Siegel deu o tiro de partida em 1971, e até 1988 houve ainda mais 4 filmes em que Clint Eastwood deu vida a 'Dirty' Harry Callahan. Recentemente resolvi fazer uma revisão da matéria, por ordem cronológica.

Dirty Harry
A Fúria da Razão Don Siegel, 1971

Brilhantemente filmado por Don Siegel, quase sempre em exteriores, por entre os altos e baixos de S.Francisco, 'Dirty Harry' tornou-se um clássico com tanto de influente como de polémico. O seu famoso protagonista, que prefere fazer justiça pelas próprias mãos e não tem paciência para políticos nem para subtilezas legais, foi rapidamente rotulado de fascista e outros mimos semelhantes.
A verdade é que ainda hoje, a sua personagem de justiceiro implacável, sempre com o dedo no gatilho, é altamente perturbadora para qualquer pessoa com meia costela democrática. Ao que consta, o próprio Eastwood se mostrou relutante em filmar a cena final em que deita o distintivo fora, tendo que ser pacientemente convencido por Siegel...

Magnum Force
Harry - O Detective em Acção, Ted Post, 1973

Realizado pot Ted Post, um homem da televisão (mas que já tinha dirigido Eastwood em "Hang 'Em High"), talvez este 'segundo episódio' tente limpar um pouco a imagem de Dirty Harry. Aqui ele desmascara (leia-se: acaba por os matar todos) um grupo de polícias que se dedica a assassinar  criminosos conhecidos. Estes 'vigilantes 'admiram Harry, mas ele apesar de tudo tem as suas regras, e ao contrário deles move-se sempre dentro de uma certa legalidade.
É um filme algo lento (falta a economia narrativa de Don Siegel), mas é ainda assim um bom policial, novamente com a bela cidade de S.Francisco em grande destaque.

The Enforcer
Harry - O Implacável, James Fargo, 1976

A novidade neste 3º filme é que o parceiro de Dirty Harry é agora uma mulher, pois os tempos são outros e as autoridades querem ver mulheres na policia para suavizar a imagem das forças da lei. (Pequeno aparte: acho que ainda não o referi, mas o destino dos parceiros de Harry é invariavelmente a morgue, pelo que não saiu propriamente a sorte grande à senhora).
Desta vez são os políticos, fracos e corruptos, que são alvo do desprezo cínico de Dirty Harry, que se recusa a ceder à chantagem de um grupo que raptou o mayor de S.Francisco, ao contrário das autoridades, prontas a negociar.
É a estreia na realização do desconhecido James Fargo, e não desmerece do resto da série, estando até talvez um furo acima do seu antecessor.

Sudden Impact
Impacto Súbito, Clint Eastwood, 1983

É o único filme da 'série' em que Eastwood assume a realização, e na minha opinião é o melhor de todos. É um óptimo thriller, com inesperados rasgos de humor, e com um forte toque hitchcockiano, que nos proporciona ainda um final ao nível do do filme de Siegel (e que dificilmente seria permitido no tempo de Hitch). Ah!, e é aqui que é dita a famosa frase que abre este post.

The Dead Pool
Na Lista do Assassino, Buddy Van Horn, 1988

Se 'Sudden Impact' é muito hitchcockiano, este 'The Dead Pool' fez-me lembrar muito Dario Argento.
O grande destaque do filme é uma fabulosa perseguição feita a Eastwood pelas ruas de S.Francisco por um carro... de brincar telecomandado (armadilhado com uma bomba).
Buddy Van Horn só tem 3 créditos de realização no IMDB (todos com Eastwood como protagonista), sendo practicamente toda a sua carreia feita nos stunts, mas na minha opinião termina de uma bela forma esta série de Dirty Harry.

25.3.14

Fernando Lopes - Profissão : Cineasta



Uma (óptima) antologia de textos de Fernando Lopes.

8.3.14

E por falar em elencos,


o casting de 'Nebraska' também está próximo da perfeição. Não é só Bruce Dern ou Will Forte (pai e filho, Woody e David Grant), mas também os extraordinários primos do último, dois burgessos da América profunda que proporcionam uma das cenas mais memoráveis do filme, quando gozam persistente e irritantemente com David devido ao tempo que este levou a efectuar a viagem até à sua terriola.

De resto o filme foi para mim uma semi-desilusão, talvez devido ao facto de ter achado o argumento demasiado óbvio.

Oscar para melhor elenco





3.3.14

...


Luís Miguel Oliveira sobre Resnais.

Os Oscares


Este ano, pela primeira vez na vida, pus-me a ver os 'Oscares'. Ora bem: acabei de ouvir o discurso do Jared Leto, que ganhou um Oscar sabe-se lá porquê, e mudei imediatamente de canal. Há lá paciência para estar a ouvir estas tretas (conseguiu meter a mãe solteira, a Ucrânia e a Venezuela no discurso de agradecimento) mais uma horas...

2.3.14

Alain Resnais (1922-2014)

Obituário no Público

1.3.14

A grande beleza

  
 
Filmes do charlatão Von Trier à parte, há muito que não via um filme dividir tanto a crítica lusa como este felliniano (dolce vitiano, mais precisamente), exibicionista, melancólico, feroz e altamente cínico 'A grande beleza'.

Eu cá gostei bastante.

25.2.14

Harold Ramis (1944-2014)

 Obituário no Público.

13.2.14

Desilusão


Sinceramente esperava mais da Santíssima Trindade Jonze/Joaquin /Scarlett (desta só temos a voz; é, por assim dizer, o Espírito Santo).

Vale a pena citar LMO:
A sinopse era boa, muito boa: um homem apaixonado pela voz do sistema operativo do seu computador. Dava para imaginar um exercício de fetichismo maníaco, gelado, e pensar em gente como Buñuel, Ferreri e outros autores de tratados sobre uma masculinidade entrada em perda puramente onanista. A sinopse, e a ideia original de Spike Jonze, continua a ser boa, mas não foi esse o filme que ele fez.