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31.5.15
13.4.15
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O Lost In Translation é um filme de uma geração porque serve simultaneamente a narrativa cínica e a narrativa sentimental.Tiago Cavaco, na revista LER (Edição de Março 2015, onde também se pode ler um bom artigo de João Lameira sobre João Bénard da Costa).
2.4.15
29.3.15
Fernando Lopes - Um Rapaz de Lisboa
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No prefácio, Jorge Leitão Ramos (JLR) esclarece-nos perfeitamente sobre o livro que pretendeu escrever: "Sabia que não tinha nem o tempo nem os meios para uma biografia "à americana", daquelas que vasculham arquivos em vários pontos do mundo". Por isso, acrecenta, "Fui aos meus arquivos, à minha memória, revi os filmes (...) e tentei um trabalho onde a vida, a obra e a sua recepção contemporânea fossem o essencial. E conclui com alguma modéstia: "(...) chamar-lhe-ia uma quase-biografia de Fernando Lopes".
Ora pode-se dizer desde já que o autor cumpriu com boa nota estes objectivos. Ao longo do livro a vida 'pessoal' de Fernando Lopes vai sendo passada em traços largos (a ida para Lisboa, os casamentos), mas centrando-se a atenção de JLR quase totalmente no seu perfil mais público, nos filmes e na relação de Fernando Lopes com os meios intelectuais (e boémios) da sua época, em que um grupo de intelectuais, de diversas origens e tendências, mas todos cansados do provincianismo salazarista do país, se encontrava em tertulias pela noite lisboeta (no Ribadouro, no Vává): escritores como Baptista-Bastos, Nuno Bragança e Cardoso Pires, o fotógrafo e distribuidor Gérard Castello Lopes, o músico jazz Luiz Villas-Boas, ou os cineastas António Pedro Vasconcelos, César Monteiro e Seixas Santos ("um trio temível e inspirado, autointitulado os kimonistas em homenagem a Mizoguchi"). Muitos destes nomes, e outros, seriam colaboradores de Fernando Lopes ao longo da sua obra, e este livro é também um bom retrato desta geração que estaria na base do Cinema Novo e alteraria de vez o panorama cinematográfico português.
O importante papel de Fernando Lopes como director da revista Cinéfilo e, mais tarde, do canal 2 da RTP, merecem capitulos próprios, mas são os filmes e a "sua recepção contemporânea" que ocupam o grosso do livro.
JLR é minucioso na análise da recepção do público e da crítica a cada filme, detalhando o número de espectadores (o filme com maior audiência seria 'Crónica dos bons malandros', com não mais de 70.000 espectadores) e as estrelas dadas pela crítica (incluindo por si próprio, que trata na 3ª pessoa, "JLR no Expresso deu 3 estrelas", provocando um efeito algo insólito no leitor...; mas diga-se que o único vestigio da escrita rebuscada que JLR derrama no Expresso só aparece neste livro quando JLR se auto-cita; de resto o crítico apaga-se um pouco perante o jornalista - e faz bem).
Fernando Lopes em The Lovebirds, de Bruno de Almeida.
É também através da análise aos filmes, que JLR nos faz entrar um pouco mais no lado privado de Fernando Lopes, quer seja a relação com a mãe ('Nós por cá todos bem'), com o pai e alguns amigos da "classe alta" ('O Delfim') ou as circunstâncias que levaram ao seu divórcio de Maria João Seixas ('Os sorrisos do destino'). É ainda realçada a teia de cumplicidades que o realizador foi tecendo, adaptando livros de amigos (Cardoso Pires, Carlos de Oliveira, Tabucchi) e colaborando com outros em argumentos (Baptista-Bastos, Vasco Pulido Valente).
Mostrar-nos o porquê deste lugar único que Fernando Lopes ocupou , não é o menor dos méritos deste livro.
25.3.15
2.3.15
Birdman
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Iñárritu é uma bête noir de alguns críticos (e bem diferentes entre si), mas a mim não me causa espécie. Gostei de 'Amor cão', não gostei de '21 gramas', gostei de algumas coisas de 'Babel' e de outras não gostei nada; nunca vi 'Biutiful'.
Deste 'Birdman' gostei, posso até dizer que gostei bastante. Tem 40 minutos iniciais estupendos, depois perde um bocado o gás, mas mantém um nível elevado até ao fim. Michael Keaton encarrega-se disso (embora tenha perdido o Óscar para um gajo a fazer de deficiente, as usual; mas eu não ligo patavina aos Óscares, mesmo quando premeiam um filme como este que não tem nada a ver com os filmes que ganham os Óscares). Aliás, todo o elenco é muito bom. E o argumento ajuda. E a fabulosa banda sonora de bateria nem se fala.
Era gajo para lhe dar 4 estrelas.
28.2.15
13.2.15
João Benárd da Costa
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