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19.1.10

Top Filmes de Terror - 15º a 11º

15.
O Gabinete do Dr.Caligari
Das Kabinett des Doktor Caligari, Robert Wiene, 1919


Provavelmente é defeito meu, que até sou um grande fã de cinema mudo, mas dificilmente encaro um clássico do mudo (digamos, um 'Nosferatu') como um filme de terror. Talvez no meu inconsciente o terror esteja demasiadamente associado a 'séries B', a low budgets, a códigos muito específicos, em que as obras de arte do mudo dificilmente se encaixam. Mais que medo, encantamento é o que sinto. Mas o fascínio que o imaginário deste filme exerceu sobre mim, com o cientista louco, o sonâmbulo meio morto-vivo, o argumento inesperadíssimo, não se esbateu até hoje e está indelevelmente associado ao género. E nem só de arrepios e saltos na cadeira vive o terror.

14.
O Regresso do mal
Halloween, John Carpenter, 1978


Eis um dos filmes de terror mais influentes de sempre, que deu origem a não sei quantos slasher films de terceira categoria. Claro que Carpenter não tem culpa disso, e as suas armas para nos angustiar são o suspense e o voyeurismo (à Hitchcock) e não o gore que os horror teen movies adoptariam depois. Pegar numa pacata cidade e abalar a sua 'normalidade' é um must do cinema americano. 'Halloween' é um dos exemplos mais conseguidos.

13.
Anjo ou demónio
Ôdishon (Audition), Takeshi Miike, 1999


'Kiri, kiri, kiri' (algo como 'mais fundo, mais fundo') murmura docemente a bela Asami enquanto perfura com agulhas os olhos do seu apaixonado Aoyama, numa espécie de vingança feminista demente que encerra violentamente um filme que durante uma hora parecia um melodrama suave.
Realizado pelo hiperactivo Takeshi Miike, um ano depois do sucesso mundial de Ringu, de Hideo Nakata, é talvez a melhor prova da vitalidade do cinema japonês no género terror. Ninguém que veja este filme se esquecerá dele, garanto.

12.
A máscara da morte vermelha
The Mask of the Red Death, Roger Corman, 1964


Visualmente deslumbrante, com um uso fantástico das cores e da luz (a fotografia é de Nicholas Roeg), com o grande Vincent Price a comandar as operações como o satânico Principe Prospero, esta é a minha preferida das excelentes adaptações que Corman fez de Poe - e é, para muitos, a sua obra-prima.

11.
Aquele Inverno em Veneza
Don't Look Now, Nicholas Roeg, 1973


Baseado num conto de Daphne du Maurier (a autora de 'A pousada da Jamaica', 'Rebecca' ou 'Os pássaros', todos adaptados por Hitchcock), 'Don't look Now' passa-se numa Veneza inquietante e poética, para onde um casal se muda para tentar recuperar da morte da filha. Roeg cria um ambiente verdadeiramente angustiante, à medida que o homem vai ficando obcecado com a ideia de que vê a filha, que morreu afogada, a vaguear pela cidade, culminando com uma cena que merece estar presente em qualquer antologia de finais arrepiantes.
Curiosamente, à altura,  o filme ficou famoso foi por uma muito realista cena de sexo entre o casal (Donald Sutherland e Julie Christie) - é sabido que sexo no cinema era só entre amantes, as crianças 'legitimas' eram trazidas por cegonhas.

3 comments:

daw-load mix said...

bom vou deixar um site de filmes que eu baxei e gostei muito hiip//dawloadmix.blogspot,com

Luis Faria said...

Vi o top de cima a baixo e pergunto onde estão filmes como The Shining, The Exorcist, The Thing !?
Não serão dignos de figurar nest top?

Harry_Madox said...

Acho que sim, acho que sim. E filmes do Dario Argento, do Cronemberg, etc., etc.

Mas a ideia era fazer um top pessoal, pôr os 15 que mais me marcaram, não os 15 mais relevantes da história do cinema, ou algo no género.

E na altura saiu assim. Hoje provavelmente não deixaria o The Thing de fora, por exemplo...