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7.3.10

Heartless


'Heartless' - vencedor do Grande Prémio Melhor Filme-Fantasporto 2010 - é o resultado do cruzamento entre o 'realismo Britânico' e o filme fantástico/terror. A realização é um pouco 'Guy Ritchie', mas o resultado final é mais original do que o que esta síntese consegue transmitir. E, como originalidade é coisa que não anda para aí aos pontapés, há que louvar este filme, que ainda levou para casa os prémios de melhor realizador (Philip Ridley) e melhor actor (Jim Sturges).

Heartless, Grã-Bretanha, 2009. Realização: Philip Ridley. Com: Jim Sturges, Timothy Spall, Clémence Poésy, Eddie Marsan, Joseph Mawle, Nikita Mistry.

4.3.10

Jennifer's Body


'Jennifer’s Body' é tão fraco, tão fraco, que uma pessoa nem sabe por onde começar a bater-lhe. Pelo argumento de Diablo ‘Juno’ Cody, de uma banalidade atroz? (Bandas de rock satânicas? Oferendas de virgens ao diabo? Raparigas transformadas numa espécie de vampiros? Piadolas secas? Booooring!) Pela realização ora incipiente ora ao melhor estilo série de TV teen de domingo à tarde de Karyn Kusama? Por Megan Fox (uma bimba a fazer de bimba)? Tudo aqui é requentado, bocejante, sem piada nenhuma.

Bom, nem tudo. Amanda Seyfried (uma miúda gira a fazer de caixa de óculos) ainda tenta dar alguma dignidade à coisa, mas enfrenta mais dificuldades contra tudo de mau que a rodeia, que a sua personagem contra as forças maléficas que aparecem na fita.

Por uma vez, o elogio vai para os distribuidores portugueses, que deixaram passar esta coisa ao largo, não despejando mais lixo desnecessário nas salas. Deste, desconfio, nem os teens conseguiriam gostar.

Jennifer's Body, E.U.A., 2009. Realização: Karyn Kusama. Com: Megan Fox, Amanda Seyfried, Johnny Simmons, Adam Brody, J.K. Simmons.

28.2.10

The Descent: Part 2


























Comecemos pelo essencial: esta parte dois de 'A descida' era, tal como 90% das sequelas, completamente dispensável. É pior em todos os aspectos que o filme original (um pequeno clássico, na minha opinião) e não lhe acrescenta rigorosamente nada.

Posto isto, diga-se que também não é uma desgraça. Do original, o realizador Jon Harris (o responsável pela montagem do filme anterior, que que se estreia aqui na realização) retém um saudável espírito série B (talvez um pouco excessivo - até os actores me pareceram fracotes!) e, exceptuando duas ou três incursões piadéticas escusadas, mantém um nível de tensão razoável e dá-nos mesmo uma cena muito boa - em que uma das personagens, para se salvar, tem que cortar o braço de outra à machadada, o que lhe demora uma eternidade, provando a conhecida máxima hitchcockiana de que dá um trabalhão matar alguém. Consegue, ainda, um final surpreendente.

Concluindo: quem se abster de o ver, não perde nada, na verdade; mas quem o fizer, não corre grande risco de se aborrecer excessivamente.

The Descent: Part 2, Grã-Bretanha, 2009. Realização: Jon Harris. Com: Shauna Macdonald, Natalie Jackson Mendoza, Krysten Cummings, Gavan O'Herlihy, Joshua Dallas.