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11.4.12

Comprámos um zoo


'Comprámos um zoo' ameaça por diversas vezes tornar-se numa lamechice pegada (a propósito: onde é que os americanos fabricam estas crianças-prodígio?), mas Cameron Crowe consegue escapar miraculosamente por entre as pingas de chuva. Não é um Alexander Payne - desde logo é bastante mais exibicionista, não resistindo a meia dúzia de postais com banda sonora a condizer - mas ainda assim é realizador suficiente para nos proporcionar uma estupenda cena com uma brutal mas tocante discussão pai-filho, corolário do modo hábil com que o realizador trata toda a difícil relação entre os dois. É o ponto alto de uma fita simpática, que de resto está longe de atingir o nível de 'Os descendentes', com que tem afinidades temáticas.

We Bought a Zoo, E.U.A., 2012. Realização: Cameron Crowe. Com: Matt Damon, Scarlett Johansson, Thomas Haden Church, Colin Ford, Maggie Elizabeth Jones, Angus Macfadyen, Elle Fanning, Patrick Fugit.

22.11.10

Scarlett Johansson - Top 10

Os leitores mais atentos já terão reparado que a única actriz (ou actor, já agora) que tem direito a uma 'label' própria aqui no tasco é a menina Escarleta. Pois a menina faz hoje 26 aninhos, boa ocasião para fazer aqui um top 10 dos meus filmes preferidos em que ela estrela, como dizem os brasileiros.
Os 4 primeiros são obras-primas, os 4 a seguir são muito bons, e os 2 últimos não envergonham ninguém. Nada mau.

1.
Lost in Translation, Sofia Coppola (2003)


2.
 Match Point, Woody Allen (2005)


3.
Vicky Cristina Barcelona, Woody Allen (2008)


4.
Ghost World, Terry Zwigoff (2001)


5.
O Barbeiro, Irmãos Coen (2001)


6.
A Dália Negra, Brian De Palma (2006)


7.
Scoop, Woody Allen (2006)


8.
Uma boa companhia, Paul Weitz (2004)


9.
Rapariga com brinco de pérola, Peter Webber (2003)

  
10.
Uma canção de amor, Shainee Gabel (2004)


27.1.09

Vicky Cristina Barcelona



Confesso que estava a gostar tanto de ‘Vicky Cristina Barcelona’ que até fiquei um bocadinho, como direi, desiludido?, irritado?, quando apareceu a personagem de Penelope Cruz. Estavam-me a saber tão bem aqueles jogos de sedução entre Juan Antonio (excelente Bardem) e Vicky e Cristina que nem queria que se passasse mais nada.

Enfim, continuo a achar que Penelope desequilibra um pouco o filme (parece-me a única personagem que não descola do estereotipo), mas nem assim se quebrou o meu encantamento. O modo como Woody Allen joga com todos os clichés sobre os espanhóis, sobre Barcelona, sobre os americanos, sobre as relações, abertas ou nem por isso, é de mestre. E Vicky e Cristina, meu Deus, nem há palavras para Scarlett e Rebecca Hall, magnífica dupla que Woody em boa hora juntou.

E o modo como Allen combina leveza e gravidade, como põe toda a sala a rir com um filme em que ninguém é verdadeiramente feliz (só o enfadonho marido de Vicky, o que não é muito consolador) e que não acaba bem para uma única personagem.

Acrescento apenas, que desde ‘ Death Proof’ que não saía de um filme com tanta vontade de entrar na sala outra vez para o rever (ainda não tive oportunidade de o fazer, mas não deve passar de hoje). É assim Woody Allen: sempre que o querem enterrar (e eu quase que o fiz com ‘O sonho de Cassandra’), lá saca ele de mais um coelho da sua cartola-universo de obras-imperdiveis.
Vicky Cristina Barcelona, Espanha/E.U.A., 2008. Realização: Woody Allen. Com: Rebecca Hall, Scarlett Johansson, Javier Bardem, Penélope Cruz, Chris Messina, Patricia Clarkson, Kevin Dunn.

11.3.08

Duas irmãs, um rei



O argumentista Peter Morgan, que já nos tinha dado a sua visão de Tony Blair e da sua entourage em ‘A Rainha’, vira-se agora para Henrique VIII, adaptando o livro de Philippa Gregory.
Algo mudou duma época para a outra: no século XVI as inúmeras intrigas palacianas eram feitas mais à descarada (hoje oferecer a filha casada para amante do soberano não fará parte do menu) e, claro, o Rei fazia pura e simplesmente o que lhe dava na real veneta, rompendo com a Igreja Católica e enviando esposas para conventos ou até para o cadafalso, com o nobre propósito de satisfazer os seus apetites sexuais e de caminho dar um varão à corte. Pensar no pobre Tony Blair sempre rodeado de assessores de imagem para auscultar os ‘sentimentos do povo'...
Morgan é bastante menos simpático com o Rei do que o foi com o primeiro-ministro e o argumento sai-lhe bastante menos interessante. Tenta meter tanta coisa no caldeirão (inventando livremente quando lhe apetece) que inevitavelmente não há tempo para digerirmos a coisa. Tantas peripécias, traições, reviravoltas e intrigas se vão sucedendo, que as personagens nem tempo têm para respirar, quanto mais para serem credíveis. Henrique VIII, um homem poderosíssimo, é tratado como um mero joguete nunca se percebendo as suas motivações, fazendo Eric Bana pouco mais que figura de corpo presente.
Tudo isto precisava de outro tempo, de outra respiração, que esta espécie de condensado não permite, dividindo-se a culpa entre argumentista e realizador. Se o primeiro não fornece grande matéria-prima, o segundo também não vai além da ilustração competente e insossa.
Deixamos então para o fim o único motivo pelo qual este filme terá alguma notoriedade (se a tiver): reunir no ecrã duas das mais cativantes actrizes da actualidade. Na minha modesta opinião nenhuma delas é especialmente favorecida pelas roupinhas da época, mas não há como não ficar pelo beicinho com La Scarlett - que faz cara de boazinha e não muito mais. Natalie faz de má, e bem. E... c’est tout!
The Other Boleyn Girl, Grã-Bretanha, 2008. Realização: Justin Chadwick. Com: Scarlett Johansson, Natalie Portman, Eric Bana, Jim Sturgess, Kristin Scott Thomas, David Morrissey.

30.1.07

O terceiro passo



Algures neste filme sobre a rivalidade mortal entre dois mágicos, um deles elogia um truque do outro pela sua simplicidade. Infelizmente Nolan não ouviu a sua personagem: ‘The prestige’ é todo baseado num argumento rebuscado que tenta estar sempre um ou dois passos à frente do espectador, que tenta impressioná-lo com piruetas cada vez mais elaboradas, com uma montagem vistosa que anda para trás e para a frente, com uma produção luxuosa, com um cast imponente (até David Bowie faz uma perninha). Infelizmente por trás de todo este aparato não há grande coisa para mostrar: é como um mágico que montasse um número com grandes meios e uma encenação sumptuosa, para no final sair a habitual pomba debaixo do lenço. Nolan já não se deve lembrar de ‘Memento’, que era um filme muito interessante por se basear, por trás da sua aparente complexidade, numa ideia muito simples: filmar a história ‘da frente para trás’. Mas definitivamente esses tempos já lá vão, e de filme para filme o realizador vai diluindo a sua personalidade na máquina industrial. É uma pena sempre que se perde um autor.
The Prestige, E.U.A., 2006. Realização: Cristopher Nolan. Com: Hugh Jackman, Christian Bale, Michael Caine, Scarlett Johansson, David Bowie, Andy Serkis, Rebecca Hall, Piper Perabo.

28.1.07

Scoop



É relativamente consensual: desde 'Crimes e escapadelas' toda a gente acha que Woody Allen anda a fazer filmes menores (uma corrente menos pessimista dirá desde 'As faces de Harry'). Menores no contexto da obra de Allen, bem entendido, que tem aí uma dúzia de obras-primas. Posto isto, cada um tem o seu 'Woody menor' de estimação. 'Match Point' teve mesmo tantos adeptos que foi considerado um 'Woody maior' e foi até visto como um renascimento do realizador. Mas talvez isto se tenha devido ao facto de ser um filme mais sério que as comédias ligeiras que vinha fazendo, pois mais uma vez era uma variação sobre um tema anterior (o crime sem castigo, tratado de forma superior em 'Crimes e escapadelas'). 'Scoop' é mais um destes filmes 'menores', em que Woody volta a terrenos familiares: há uma investigação de um crime (como em 'O misterioso assassínio em Manhattan'), há um mágico (como em 'A maldição do escorpião de Jade), há a upper class Londrina como background, Scarlett Johansson como actriz principal (como em 'Match Point'). E novamente 'Scoop' é um filme inteligente, bonito e com gags de primeira água. E com um excelente elenco, com natural destaque para La Scarlett e, claro, Woody Allen novamente a fazer de si próprio depois de um interregno de dois filmes. Voltando aos tais 'Woodys menores', eu diria que este é de primeira apanha - o que significa que aposto que não vai haver uma dúzia de filmes melhores que este no presente ano...
Scoop, Grã-Bretanha/E.U.A, 2006. Realização: Woody Allen. Com: Scarlett Johansson, Hugh Jackman, Woody Allen, Ian McShane, Romola Garai, Charles Dance, Anthony Head.

26.10.06

A Dália negra



Sempre que se fala de Brian De Palma, fala-se da sua relação com o cinema clássico, com a sua memória cinéfila. Quer homenageando, quer reinventando (os seus críticos utilizarão outras termos...) está sempre presente o seu fascínio e inspiração por algum modelo do passado.
‘A Dália negra’ não foge à regra: é um filme noir (adaptado do já clássico romance de James Ellroy) que segue todas as regras do género sem falhas. Há mulheres fatais, há heróis mais ou menos ingénuos, há vigaristas, há um ambiente enevoado e sujo, há uma aura de decadência e desencanto a pairar sobre tudo. E uma critica à sociedade corrupta e sórdida e, de passagem, à própria Hollywood.
Brian de Palma não desconstrói, não reestrutura, não parodia, não faz referências circulares ao género. Limita-se a fazer um filme noir como eram feitos há décadas. Um espectador do futuro que não tenha mais referências, pode pensar que o filme foi feito em 1946. Neste sentido ‘A dália negra’ é perfeito: o casting (embora Scarlett Johanson seja algo desaproveitada), a cenografia, o plot, a maneira de filmar (aqueles travellings à De Palma). O único pecado que se poderá apontar ao realizador é não inovar, não arriscar, não surpreender. ‘Limita-se’ a fazer uma excelente adaptação de um romance de culto. Quantos filmes o conseguem?
The Black Dahlia, E.U.A./Alemanha, 2006. Realização: Brian De Palma. Com: Josh Hartnett, Scarlett Johansson, Aaron Eckhart, Hilary Swank, Mia Kirshner, Mike Starr, Fiona Shaw.

20.1.06

Match Point



Ao fim de quarenta anos de carreira, com pelo menos uma dúzia de obras-primas realizadas pelo caminho (e quantos realizadores -actuais ou do passado - se podem gabar do mesmo?), Woody Allen trocou os Estados Unidos pela Inglaterra. A burguesia Nova Iorquina dá lugar à upper class Londrina, devidamente representada por um cast Britânico.
Chris Wilton/Jonathan Rhys-Meyers é um professor de ténis que chega à alta sociedade por via do casamento com a simpática filha de um milionário aristocrata, mas tem fantasias com a americana Nola Rice/Scarlett Johansson. Como ter uma sem abdicar da outra é a questão que se põe a Chris.
'Match Point' é um (muito) bom filme, mas tem um problema: Allen já abordou as questões éticas que lhe estão subjacentes em 'Crimes e Escapadelas', na minha opinião uma das maiores obras-primas que o cinema nos deu nos últimos 30 anos. Não há mal nenhum em um artista voltar a um tema que lhe é caro - e muitos não fizeram outra coisa ao longo da vida. Billy Wilder, para nos cingirmos a outro dos maiores, voltou no final da carreira a filmar uma história sobre uma antiga estrela de cinema (em 'Fedora'), quase 30 anos depois d' 'O crepúsculo dos Deuses'. Mas as semelhanças entre Match Point e 'Crimes...' são muitas: Rhys-Meyers tem exactamente o mesmo problema que teve Martin Landau, resolve-o da mesma forma, e tem as mesmas dúvidas existenciais depois. A sensação de déja vu é inevitável. Se bem que, para sermos sinceros, a moral da história varia um pouco. A de 'crimes e escapadelas' era simples e brutal: o crime compensa e a vida é para quem não tem escrúpulos. Em 'Match point' o crime continua a compensar, a falta de escrúpulos também, mas...desde que se tenha sorte! O genial fim do filme apenas confirma a metáfora inicial do narrador: a vida é como uma partida ténis - por vezes a bola bate na rede e se cai para um lado perdemos, se cai para o outro ganhamos.
Match Point, Estados Unidos/Grã-Bretanha, 2005. Realização: Woody Allen. Com: Jonathan Rhys-Meyers, Scarlett Johansson, Emily Mortimer, Matthew Goode, Brian Cox, Penelope Wilton.

19.8.05

A Ilha














Isto de ter um blog com uma secção dos arquivos intitulada "Scarlett Johansson" não é fácil, obriga a uma atenção constante aos filmes em que a menina entra. Depois de ter perdido Uma boa mulher devido ao período estival, eis-me refastelado logo na estreia d´'A Ilha', para compensar!
Começamos então a ver um filme de ficção científica, sobre um grupo de pessoas (todas nuns fatinhos brancos) que sobreviveram a uma qualquer 'contaminação' da terra e se encontram isoladas numa espécie de base, onde toda a sua vida é controlada ao milímetro. O seu único alento é um dia serem sorteadas para irem para a Ilha, um local não contaminado no mundo exterior. Até aqui tudo bem, o filme até me fez lembrar o muito bom Gattaca, devido ao ambiente e ao casal-maravilha (aqui Ewan McGregor/Scarlett Johansson, lá Ethan Hawke/Uma Thurman, nos respectivos fatinhos). O pior é quando o casal foge da dita base, e vem para o 'mundo real': Michael Bay de repente lembra-se que é um realizador de blockbusters de acção (realizou coisas como O Rochedo, Amageddon e Pearl Harbor - confesso que não vi nenhum) e toca a enfiar-nos perseguições automóveis, explosões, tiros, berrarias, tudo em estilo XXL, embrulhado numa banda sonora que oscila entre uma batida irritante e o épico tipo Vangelis. Uma coisa de fugir, a quilómetros do pior Jackie Chan. No final ainda volta à ficção científica, mas apenas para nos presentear com um dos finais mais pirosos dos últimos tempos...
O filme foi um flop monumental nas bilheteiras americanas, o que é bem feito para a menina Scarlett aprender a não se meter em estopadas destas, e pensar duas vezes com quem trabalha, ela que tem no seu curriculum filmes de Woody Allen, Sofia Coppola, Terry Zwigoff ou os irmãos Coen. Os fãs agradecem.

3.6.05

Uma boa companhia



Não há que disfarçar: vamos ver o filme por causa de Scarlett Johansson e temos uma agradável surpresa: a menina tem uma participação secundária, mas mesmo assim saímos do cinema a achar que o filme valeu a pena. Pode-se considerar 'Uma boa companhia’ como uma comédia ligeira, mas no fundo é aquilo que 'A interprete' não conseguiu ser: um bom filme 'politico' (sobre a actual moda da fusão de empresas e consequentes despedimentos em massa, os famosos take-overs e let-downs), de elegante recorte clássico, solidamente ancorado num grupo de excelentes actores, com natural destaque para o veterano Dennis Quaid e o novato Topher Grace. Se pensarmos que o seu realizador e argumentista Paul Weitz ainda há meia dúzia de anos andava a fazer 'American Pies', temos aqui um verdadeiro milagre...

Ghost World



Porque será que naquelas discussões sobre grandes filmes adaptados de grandes livros, nunca ninguém se refere a 'Ghost World'?

20.5.05

Uma canção de amor



Gosto de histórias de loosers e miúdas redentoras. Se tudo se passar na América profunda, com uns ecos Shepardianos, mais um ponto a favor. Se os loosers forem ex-professores de literatura, que vão polvilhando o enredo com citações literárias, melhor ainda. E se a miúda redentora for a Scarlett Johansson aí nem se fala...Quem não passaria de bom grado dois anos a chafurdar no álcool, para depois ser salvo por esta menina?
Bom, agora estava na altura de falar do argumento algo frouxo, da interpretação mesmo, mesmo, no limite de John Travolta, naquele limbo entre um grande desempenho e um amontoado de tiques e lugares comuns, mas penso que os leitores não me levarão a mal se aproveitar antes o espaço para realçar o que filme tem de melhor para nos oferecer:

3.8.04

Lost in Translation



Brian Ferry é Brian Ferry. E Bill Murray não é Brian Ferry. Ou seja, é o melhor actor do mundo, mas não sabe cantar. E no entanto...
'More than this' (horrivelmente) cantado por B.M. é infinitamente mais pungente do que cantado por B.F.
O que eu quero dizer é isto: Lost in Translation é um filme como há poucos.