
Recent Posts
29.4.09
17.4.09
Brazil + Che - O Argentino
Posted by
Unknown

Amanhã, Sábado, pelas 14h00 (e repete Domingo às 13h00), vai para o ar mais uma emissão do 'Café Bagdad'.
Na primeira parte elogiamos 'Brazil', a excêntrica distopia de Terry Gilliam; na segunda, Adriano Faria louva 'Che - O Argentino', a primeira parte do díptico de Steven Soderbergh, enquanto a Marta Catarino e eu próprio nos mostramos mais reservados nas loas ao filme. Como sempre, o Pedro Peixoto Costa modera.
Na Rádio Clube do Minho (Braga, 92.9).
14.4.09
A mulher sem cabeça
Posted by
Unknown

Depois de atropelar algo (um cão, um miúdo?), Verónica ‘desliga’. Como que tem um apagão.
Esquece-se das coisas, não se lembra da filha, move-se como um fantasma. Os raios X que faz não revelam nada. Será que o cérebro obliterou algo? Ou o acidente foi apenas o pretexto para saltar de um vida programada, de gestos automáticos e rotineiros? Ou será que não foi o acidente mas a mudança de cor do cabelo? (para loiro, e é impossível não pensar em Madeleine/Judy).
Partindo deste argumento mínimo, Lucrecia Martel regressa aos seus temas de sempre: a alienação, o tédio, a rotina de uma certa classe média/alta argentina. Daí se convocar por vezes Antonioni a propósito da realizadora sul-americana.
Mas só num sentido muito lato a filiação faz sentido, pois o universo de Lucrecia Martel é pessoalíssimo e inconfundível. Embora ao terceiro filme mostre sinais de algum esgotamento. ‘A mulher sem cabeça’ é uma variação de ‘O pântano’ sem o efeito surpresa que este provocava no espectador, e não obstante os seus méritos (desde logo a realizadora filma muitíssimo bem – vejam-se os planos pouco convencionais; ou o som sempre em ‘primeiro plano’) eu senti algum cansaço ao ver o filme, uma sensação de déjà vu que se sobrepôs a tudo o resto.
E presumo que não fosse intenção da realizadora transferir de forma tão directa os sentimentos das suas personagens para o espectador.
La Mujer sin Cabeza, Argentina/México/Itália/Espanha, 2008. Realização: Lucrecia Martel. Com: Mercedes Morán, Maria Onetto, Ines Efron, Claudia Cantero, Cesar Bordon, Daniel Genoud, Guillermo Arengo, Maria Vaner.
7.4.09
Vicky Cristina Barcelona (2)
Posted by
Unknown

'Vicky Cristina Barcelona' poder-se-ia chamar sem prejuízo (excepto o da musicalidade do titulo) 'Vicky Cristina Espanha'. Porque são essas as personagens do filme: Vicky, Cristina e Espanha, sendo que Espanha é representada, mais que pelas paisagens barcelonesas, pelas personagens arquetípicas de Javier Barden e principalmente Penelope Cruz. Ele é o artista boémio, galã, mas não machista e ainda nostálgico da ex-mulher. De certa forma, podia ser de outra nacionalidade qualquer. Ela não. Ela representa o cliché da mulher latina de sangue quente, de coração na boca, exaltada, sexy, fervilhante. Só podia ser espanhola.
Eu acho que Woody Allen se deve ter divertido bastante a criar esta personagem estereotipada, que é uma espécie de McGuffin: permite complicar e impossibilitar as relações amorosas entre Bardem/Juan Antonio e Vicky e Cristina, as que verdadeiramente interessam a Woody.
Eu acho que Woody Allen se deve ter divertido bastante a criar esta personagem estereotipada, que é uma espécie de McGuffin: permite complicar e impossibilitar as relações amorosas entre Bardem/Juan Antonio e Vicky e Cristina, as que verdadeiramente interessam a Woody.
Vicky (que viu abrir-se e fechar-se uma nesga na sua vida pré-programada) e Cristina (a eterna insatisfeita) poderiam ter saído de qualquer outro filme de Allen, fazem parte do seu universo e é a sua história, como o próprio título indicia, que ele quer contar, analisando a sua personalidade fora do seu habitat natural (NY), em Barcelona, neste caso. E para isso serve-se de Barden e de Penelope. Compreendendo isto, a personagem de Penelope Cruz já não me irritou como da primeira vez que vi o filme e vi com outros olhos o desempenho da actriz (que cumpre o que lhe foi pedido: fazer de mulher à beira dum ataque de nervos).
Volto a isto após a revisão do filme, aquele de que mais gostei do que leva até agora 2009, porque aquando do meu primeiro post estas duas meninas chamaram-me simpaticamente de maluco para cima (ou para baixo) por ter menorizado Maria Elena e Penelope. De certa forma mantenho a opinião, mas espero ter-me explicado melhor desta vez.
Volto a isto após a revisão do filme, aquele de que mais gostei do que leva até agora 2009, porque aquando do meu primeiro post estas duas meninas chamaram-me simpaticamente de maluco para cima (ou para baixo) por ter menorizado Maria Elena e Penelope. De certa forma mantenho a opinião, mas espero ter-me explicado melhor desta vez.
2.4.09
Filmes de Março
Posted by
Unknown
Como é habitual, a seguir listo os filmes que vi ou revi no mês que passou. Classificação de 0 a 10.


As diabólicas, Henri-Georges Clouzot, 1954 (8,5)
A desaparecida, John Ford, 1956 (10)
O fantasma da liberdade, Luis Bunuel, 1974 (7)
The Gauntlet, Clint Eastwood, 1977 (7)
Nosferatu, o Fantasma da noite, Werner Herzog, 1979 (8,5)
Body Double, Brian de Palma, 1984 (5)
A testemunha, Peter Weir, 1985 (7)
O caso Thomas Crown, John McTierman, 1999 (8)
A mancha humana, Robert Benton, 2003 (7)
Lost in Translation, Sofia Coppola, 2003 (10)
Fast Food Nation, Richard Linklater, 2006 (7)
O'Horten, Bent Hamer, 2007 (8)
2 dias em Paris, Julie Delpy, 2007 (8,5)
Sexykiller, Miguel Marti, 2008 (4)
Elegy, Isabel Coixet, 2008 (8)
O complexo Baader Meinhoff, Uli Edel, 2008
Gran Torino, Clint Eastwood, 2008
Che - O Argentino, Steven Soderbergh, 2008
Um dia de cada vez, Mike Leigh, 2008
Os guardiões, Zack Snyder, 2009